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Gêmeos feridos em Gaza por bomba sob escombros durante trégua

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Gêmeos feridos em Gaza por bomba sob escombros durante trégua

Gêmeos feridos em Gaza por bomba sob escombros durante trégua abriram novo alerta sobre o perigo de artefatos não detonados no enclave palestino. Yahya e Nabila Shorbasi, de 6 anos, vasculhavam os destroços de casa em Gaza City quando tocaram um objeto redondo que explodiu, quebrando a breve sensação de segurança criada pela trégua iniciada em 10 de outubro.

Gêmeos feridos em Gaza por bomba sob escombros durante trégua

A família havia regressado à residência parcialmente destruída na esperança de recuperar pertences. O avô, Tawfiq Shorbasi, relatou que a peça “parecia um brinquedo” até detonar. O menino perdeu a mão direita e sofreu ferimentos graves na perna; a irmã recebeu estilhaços na cabeça e no abdômen. Ambos passaram por cirurgias de emergência em hospitais diferentes da cidade.

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A pediatra britânica Harriet – que pediu anonimato parcial por restrições do empregador – classificou as lesões como “ameaçadoras à vida” e lembrou a carência de medicamentos no território. “Agora é uma espera angustiante para saber se sobreviverão”, disse ela.

Casos semelhantes se multiplicam. O Ministério da Saúde de Gaza registrou cinco crianças feridas por bombas não detonadas apenas na última semana. Dois irmãos, Yazan e Jude Nour, também foram atingidos enquanto a família avaliava danos na própria casa.

Especialistas veem tendência preocupante. Luke Irving, chefe do Serviço de Ação contra Minas da ONU (UNMAS) nos Territórios Palestinos, informou que mais de 560 dispositivos explosivos foram localizados desde o início da trégua, número que deve crescer à medida que equipes ganham acesso às zonas evacuadas. Segundo ele, dois anos de conflito espalharam até 60 milhões de toneladas de entulho por Gaza, transformando ruas e lares em “armadilhas mortais”.

Desde 7 de outubro, a contagem oficial do Ministério da Saúde aponta mais de 68,5 mil palestinos mortos. Israel contesta o total, mas não divulga estatísticas próprias. Organizações humanitárias da ONU consideram os dados “em geral confiáveis”.

A ameaça de restos explosivos cria dilema para centenas de milhares de deslocados que retornam. “Falamos em cessar-fogo, mas a matança continua”, frisou a médica Harriet. Enquanto isso, especialistas internacionais em desminagem são esperados nas próximas semanas para reforçar as operações de limpeza.

A tragédia dos gêmeos Shorbasi evidencia o risco cotidiano enfrentado por crianças que, brincando nos escombros, confundem munições com brinquedos. Autoridades locais pedem que moradores sinalizem objetos suspeitos e aguardem equipes técnicas antes de tocar qualquer material metálico.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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