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Gangue Bishnoi: RCMP liga facção ao governo indiano

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Gangue Bishnoi: RCMP liga facção ao governo indiano

Gangue Bishnoi: RCMP liga facção ao governo indiano Um relatório sigiloso da Polícia Montada do Canadá (RCMP) revela que o grupo criminoso Bishnoi, acusado de extorsão, tráfico de drogas e assassinatos por encomenda, estaria atuando em nome do governo da Índia no Canadá.

Gangue Bishnoi: RCMP liga facção ao governo indiano

O documento, obtido por meio da Lei de Acesso à Informação e distribuído internamente em 2024, menciona seis vezes a ligação da gangue Bishnoi com autoridades indianas. Classificada como “Protected A”, a avaliação traça o avanço do grupo no Canadá e em outras regiões com diáspora punjabi.

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A RCMP aponta que a organização, formada por cerca de 700 membros, pratica extorsões, lavagem de dinheiro e homicídios contratados. Embora o líder Lawrence Bishnoi esteja preso na Índia desde 2015, ele continuaria comandando as operações, agora sob a execução direta de Goldy Brar, também conhecido como Satinderjeet Singh.

O relatório cita o pronunciamento do premier da Colúmbia Britânica, David Eby, de 17 de junho de 2025, em que ele solicitou a inclusão da gangue na lista de organizações terroristas. A inclusão oficial veio em setembro do mesmo ano, mas sem menção ao suposto envolvimento indiano.

Ao mesmo tempo, Eby iniciou em 12 de janeiro uma missão comercial de cinco dias à Índia, enquanto o primeiro-ministro Mark Carney planeja visitar Nova Délhi ainda em 2025. A ofensiva diplomática busca diversificar parcerias e reduzir a dependência de um regime tarifário oscilante dos Estados Unidos.

Entidades Sikh no Canadá criticam a aproximação. Para Balpreet Singh, porta-voz da World Sikh Organization, Ottawa e a RCMP “estão cientes” da cooperação entre Nova Délhi e a gangue Bishnoi, mas preferem minimizá-la por conveniência política. Moninder Sikh, da Sikh Federation Canada, afirma que acordos comerciais “colocam vidas em risco”.

O relatório também reafirma a suspeita de participação indiana no assassinato de Hardeep Singh Nijjar, líder Khalistan baleado em Surrey em 18 de junho de 2023. Interceptações telefônicas teriam vinculado autoridades indianas ao crime; quatro executores foram presos em maio de 2024. A gangue Bishnoi ainda teria reivindicado a morte de Sukhdool Singh, em Winnipeg, em setembro de 2023.

Em 14 de outubro de 2024, o comissário Michael Duheme alertou para “crimes violentos” ligados a funcionários indianos, provocando a expulsão de seis diplomatas. Posteriormente, Carney restabeleceu as relações, mantendo a intenção de assinar um acordo de livre-comércio.

Segundo a RCMP, Nova Délhi utilizaria facções como a Bishnoi para perseguir ativistas pró-Khalistan no exterior. A Alta Comissão da Índia em Ottawa e o gabinete de Carney não comentaram o teor do dossiê.

O caso evidencia o dilema entre segurança nacional e interesses econômicos. Para acompanhar desdobramentos sobre política externa e segurança, visite nossa editoria de Brasil e fique informado.

Crédito da imagem: Global News

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