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Fórum Científico da Fhemig marca entrada em pesquisa clínica

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Fórum Científico da Fhemig marca entrada em pesquisa clínica

Fórum Científico da Fhemig marca entrada em pesquisa clínica ao reunir, em 18 e 19 de junho, quase 400 participantes para debater avanços e perspectivas da pesquisa clínica no Sistema Único de Saúde (SUS).

Fórum Científico da Fhemig marca entrada em pesquisa clínica

A nona edição do Fórum Científico da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) registrou recorde de inscrições e destacou a adesão da instituição ao Estudo NoVa, primeira pesquisa clínica patrocinada da entidade. O projeto, que reúne 27 centros brasileiros, proporcionará recursos financeiros para fortalecer a infraestrutura de investigação em áreas como traumatologia, infectologia, oncologia e toxicologia.

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O médico intensivista do Hospital João XXIII, Frederico Bruzzi, explicou que a participação no Estudo NoVa inaugura uma fase em que a Fhemig se consolida como instituição científica, tecnológica e de inovação. “A pesquisa patrocinada cria cultura de produção com metodologia robusta e alcance ampliado, impulsionando o desenvolvimento da Fhemig como centro de pesquisa”, afirmou.

Realizado no teatro da Fundação Educacional Lucas Machado (Feluma), em Belo Horizonte, o evento contou com palestras, mesas-redondas, apresentações de trabalhos e premiações. A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda de Negri, destacou o caráter estratégico da pesquisa clínica para o país: “Ela oferece acesso a medicamentos experimentais e às melhores práticas de tratamento para pacientes do SUS”.

Coordenador geral do Estudo NoVa, Bruno Tomazini, do Instituto de Pesquisa do Hospital do Coração (IP-HCor), detalhou que o estudo recrutará 2.800 participantes com sepse grave. O objetivo é identificar o medicamento mais eficaz para manter a pressão arterial em níveis seguros durante o choque séptico, condição que atinge cerca de 50 milhões de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, aproximadamente 30% dos leitos de UTI são ocupados por pacientes com sepse, com taxa de mortalidade de até 55%.

Entre os 164 trabalhos submetidos ao Fórum, três artigos científicos, um resumo estruturado e um trabalho de conclusão de residência foram premiados. As pesquisas vencedoras foram desenvolvidas nos hospitais João XXIII, Infantil João Paulo II e Odete Valadares, reforçando o compromisso da Fhemig com a inovação e a melhoria da assistência.

Para a presidente da Fhemig, Renata Dias, investir em ciência é essencial para cumprir a missão do SUS de ampliar o acesso e oferecer atendimento de excelência. A diretora assistencial da Fundação, Lucineia Carvalhais, acrescentou que o Fórum consolida a cultura de prática científica na rede hospitalar e coloca o paciente no centro das decisões.

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Crédito da imagem: Alexandra Marques e Anni Sieglitz

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