Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Feira de Etnodesenvolvimento estreia em Juiz de Fora

Feira de Etnodesenvolvimento estreia em Juiz de Fora

Advertisements
Advertisements

Feira de Etnodesenvolvimento estreia em Juiz de Fora

Feira de Etnodesenvolvimento estreia em Juiz de Fora em edição mensal que acontece no Parque Halfeld, nesta sexta (22) e sábado (23), destacando artesanatos vinculados a religiões de matriz africana.

Feira de Etnodesenvolvimento estreia em Juiz de Fora

Idealizada pelo Instituto Feijão de Ogun e coordenada por Cláudia Bonsanto, a primeira edição mensal da Feira de Etnodesenvolvimento pretende dar visibilidade contínua aos povos de terreiro. O evento abre as barracas às 9h de sexta-feira, encerrando-as às 19h, e retoma no sábado, das 9h às 15h, no coração do Parque Halfeld, localizado na Rua Halfeld, 882-960, Centro.

Advertisements
Advertisements

Em contraste com as edições anuais do tradicional Feijão de Ogun, que combinam shows, mesas de debate e cortejo religioso, a nova feira se concentra apenas na exposição e venda de produtos. Entre os itens disponíveis estão roupas de santo, velas, guias e outros objetos artesanais que refletem a identidade das religiões afro-brasileiras.

Segundo Cláudia Bonsanto, o formato independente nasce para “prosperar sozinho” e criar oportunidades regulares de renda aos artesãos, além de fortalecer o movimento negro local. Ela lembra que muitas manifestações culturais dos terreiros permaneceram invisibilizadas por anos e vê na feira um passo importante contra o racismo e a desigualdade social.

A organização também acredita que o evento possibilita a aproximação de quem não pertence a terreiros, promovendo diálogo e reduzindo preconceitos. Estudos da Pesquisa de Diversidade Religiosa do IBGE mostram que expressões de matriz africana ainda sofrem discriminação no Brasil, reforçando a relevância de iniciativas como esta.

Com entrada gratuita, a expectativa da direção é atrair moradores e turistas interessados em cultura, espiritualidade e empreendedorismo. “Esta feira é um grande passo para o Instituto Feijão de Ogun e para a valorização do povo preto”, afirma Bonsanto.

No encerramento de cada dia, a equipe coletará feedback dos visitantes para aperfeiçoar as próximas edições mensais, já previstas para o restante do ano.

Para conhecer outras ações sociais em Minas, acesse a editoria Brasil e acompanhe nossos conteúdos atualizados.

Crédito da imagem: Juliana Félix

Advertisements
Advertisements

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *