Exportações agronegócio mineiro batem recorde de US$ 19,8 bi
Exportações agronegócio mineiro batem recorde de US$ 19,8 bi ao fechar 2025 com avanço de 15,5% sobre o ano anterior, somando US$ 19,8 bilhões e mantendo o setor como principal motor das vendas externas de Minas Gerais.
Exportações agronegócio mineiro batem recorde de US$ 19,8 bi
As exportações do agronegócio mineiro responderam por 43,5% da pauta estadual, mesmo com recuo de 5% no volume embarcado, que totalizou 16,2 milhões de toneladas. De acordo com o secretário adjunto de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, João Ricardo Albanez, o desempenho confirma a força e a resiliência do campo mineiro diante de “adversidades econômicas e barreiras tarifárias”. Minas liderou o crescimento percentual entre os principais estados exportadores e ficou em terceiro lugar no ranking nacional do setor.
A diversidade também avançou. Foram 650 produtos enviados a 178 países. China (US$ 4,6 bi), Estados Unidos (US$ 1,9 bi), Alemanha (US$ 1,8 bi), além de Itália e Japão (ambos com US$ 1 bi), encabeçaram a lista de compradores.
Café, carro-chefe estadual, alcançou US$ 11,4 bilhões, equivalente a 57,2% da receita total, com embarque de 27,4 milhões de sacas. A redução dos estoques globais e a valorização dos cafés especiais nas bolsas internacionais impulsionaram o resultado.
O segmento de carnes (bovina, suína e de frango) registrou receita recorde de US$ 1,85 bilhão, com 513 mil toneladas exportadas. Já o complexo soja (grão, farelo e óleo) somou US$ 2 bilhões e 4,7 milhões de toneladas, retrações de 9,8% e 1,2%, respectivamente. O setor sucroalcooleiro, por sua vez, caiu 20%, fechando em US$ 2 bilhões e 4 milhões de toneladas.
Produtos tipicamente mineiros vêm ganhando espaço. O estado liderou as vendas externas nacionais de queijos (US$ 10 milhões) e de doce de leite (US$ 838 milhões), além de apresentar crescimento em mel. Para Albanez, esses números indicam “uma reconfiguração qualitativa da presença mineira no mercado internacional”.

Imagem: Internet
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, a tendência é de continuidade na expansão dos embarques, estimulada pela abertura de novos mercados e pela demanda por alimentos de maior valor agregado.
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Crédito da imagem: Diego Vargas / Seapa















