EUA negam ataque iraniano no Estreito de Ormuz
EUA negam ataque iraniano no Estreito de Ormuz, afirmando que nenhum navio da Marinha foi atingido enquanto Teerã mantém bloqueio que prende centenas de cargueiros na principal rota de petróleo do mundo.
Washington rebate acusação divulgada por agências iranianas
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) refutou nesta segunda-feira, 17, relatos divulgados pelas agências Fars e Iranian Labour News Agency de que forças iranianas teriam alvejado um navio americano próximo a um porto no sudeste do corredor marítimo. Segundo essas agências, a embarcação teria “violado normas de navegação” e sido obrigada a recuar. Militares dos EUA afirmam que nenhum incidente foi registrado.
Projeto Freedom propõe escolta a navios civis
Para destravar o tráfego, a coalizão liderada pelos EUA instalou uma “zona de segurança reforçada” nas águas de Omã e ofereceu conduzir comboios de cargueiros e petroleiros através do estreito. O plano, batizado de Project Freedom pelo presidente Donald Trump, pode envolver destróieres com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e 15 mil militares. A Casa Branca apresenta a iniciativa como humanitária, destinada a tripulações que relatam falta de água, comida e combustíveis após semanas retidas no Golfo Pérsico.
Irritação iraniana e risco de escalada
O porta-voz das Forças Armadas do Irã, general Ali Abdollahi, advertiu que qualquer força estrangeira “será alvo” se se aproximar sem autorização. A agência estatal IRNA classificou o plano americano como “delírio”. Analistas temem que a tentativa de liberar a via provoque o colapso do cessar-fogo vigente há três semanas.
Impacto econômico e sanções
Com o bloqueio, países dependentes do petróleo do Golfo sofrem alta de preços de combustíveis e alimentos. Paralelamente, Washington mantém bloqueio naval aos portos iranianos desde 13 de abril, ordenando que 49 navios comerciais retornem. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, calcula que Teerã arrecadou menos de US$ 1,3 milhão em tarifas — valor ínfimo frente às receitas normais de exportação de petróleo.
Negociações em compasso de espera
Teerã apresentou um plano de 14 pontos pedindo fim das sanções, retirada das tropas americanas da região e término do bloqueio. Trump afirmou estar analisando a proposta, mas duvida de um acordo rápido. Enquanto isso, o Paquistão transferiu 22 tripulantes de um cargueiro iraniano apreendido pelos EUA, numa tentativa de construir confiança entre as partes.

Imagem: Internet
Especialistas lembram que cerca de um quinto do petróleo global passa pelo Estreito de Ormuz, cuja relevância estratégica é detalhada em relatório da BBC.
No momento, a navegação continua sob tensão. Acompanhe novas atualizações sobre segurança marítima e política externa na seção Brasil do Minas Informa.
Crédito da imagem: Globalnews.ca
















