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Cruzeiro: salários disparam e gastos somam R$ 680 mi em 2025

Cruzeiro: salários disparam e gastos somam R$ 680 mi em 2025

Cruzeiro: salários disparam e gastos somam R$ 680 mi em 2025. O balanço financeiro divulgado pela SAF celeste revela que a folha de pagamentos alcançou R$ 362 milhões no ano passado, enquanto o custo total das atividades esportivas saltou para R$ 680 milhões, um aumento de 72% em relação a 2024.

Folha salarial supera rivais diretos

Os salários do Cruzeiro em 2025 representaram, em média, R$ 30 milhões por mês. O valor ultrapassa os R$ 311 milhões pagos pelo Atlético e fica atrás apenas de Flamengo (R$ 525 milhões) e Palmeiras (R$ 419 milhões) no cenário nacional.

Investimento robusto em contratações

No mercado, a administração de Pedro Lourenço desembolsou R$ 113 milhões para quitar aquisições dentro do exercício, reduzindo o saldo a pagar de R$ 183 milhões para R$ 154 milhões. Entre as principais compras estão Kaio Jorge (R$ 39,9 mi), Matheus Henrique (R$ 27 mi) e Walace (quase R$ 43 mi). O meia Gerson, que pode custar até R$ 180 milhões, só aparecerá no demonstrativo de 2026.

Receita recorde e dívida bilionária

Mesmo com gastos elevados, o Cruzeiro registrou receita próxima de R$ 600 milhões em 2025. Parte dos compromissos foi bancada pelos aportes de R$ 269 milhões feitos por Pedro Lourenço, dono dos Supermercados BH. Ainda assim, a dívida total gira em torno de R$ 1,15 bilhão, sendo R$ 540 milhões referentes à recuperação judicial da associação civil.

Desempenho em campo e premiações

O ano foi de altos e baixos. A equipe caiu na fase de grupos da Sul-Americana e parou nas semifinais da Copa do Brasil, onde faturou R$ 20,6 milhões. No Brasileirão, terminou em terceiro, somando 70 pontos e garantindo vaga na Libertadores, com premiação de quase R$ 143 milhões.

Contexto nacional das finanças no futebol

O aumento dos custos em Belo Horizonte segue tendência observada em outros grandes clubes do país. Segundo levantamento do Valor Econômico, as despesas operacionais dos times da Série A cresceram acima da inflação nos últimos dois anos, pressionadas por salários e encargos trabalhistas.

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Crédito da imagem: Rodrigo Ferreira / Cruzeiro