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Envelhecimento da população e novos comportamentos das famílias devem redefinir o setor nos próximos anos
Juiz de Fora, setembro de 2026 – O envelhecimento da população e a mudança na forma como as famílias vivem o luto devem impactar a demanda por produtos e serviços funerários nos próximos anos em Juiz de Fora e na Zona da Mata mineira. É o que aponta um estudo desenvolvido pela Consultoria Brain para a Humanidade, organização que reúne iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano e social em Juiz de Fora, que analisou indicadores do mercado funerário no município para compreender tendências e possíveis impactos para o setor.
O levantamento, encomendado para dar embasamento à gestão do Parque da Saudade, em Juiz de Fora, avaliou fatores como crescimento populacional, expectativa de vida, perfil etário e evolução dos óbitos para identificar como essas mudanças podem influenciar a procura por jazigos e outros serviços relacionados ao segmento.
Os dados indicam que Minas Gerais deve ultrapassar 22 milhões de habitantes até 2045. Em Juiz de Fora, a projeção é que a população alcance aproximadamente 585 mil moradores no mesmo período. Pessoas com mais de 60 anos já representam cerca de 19,2% da população da cidade e respondem por aproximadamente 78% dos óbitos registrados no município. A estimativa é que Juiz de Fora ultrapasse a marca de 5 mil óbitos anuais nos próximos anos.
Além do aumento da demanda, o estudo identificou uma transformação no perfil dos serviços funerários buscados pelas famílias. A análise aponta que fatores como acolhimento, experiência, personalização e suporte emocional tendem a ganhar mais relevância nos próximos anos, ampliando o papel desses serviços para além da infraestrutura tradicional.
A tendência é que o setor passe a incorporar soluções voltadas à preservação da memória, à digitalização de parte dos serviços e a experiências mais personalizadas de despedida. Nesse cenário, ganham espaço iniciativas como memorialização digital, novos formatos de homenagem, serviços voltados ao público pet e modelos de atendimento capazes de acompanhar as famílias ao longo do processo de luto.
Para Rodrigo Mendonça, fundador da Humanidade, o principal valor do estudo está justamente em mostrar que as mudanças do setor vão além dos indicadores demográficos. “Os números ajudam a entender uma transformação importante nas expectativas das famílias. Compreender essas mudanças é fundamental para orientar decisões sobre os serviços que serão oferecidos e sobre a experiência que queremos proporcionar nos próximos anos”, afirma.
As conclusões do levantamento passaram a orientar a nova fase do Parque da Saudade, localizado em Juiz de Fora, que é o maior cemitério de toda a Zona da Mata mineira e primeiro a receber uma gestão privada cemiterial na região. Além da ampliação da capacidade operacional, os dados passaram a embasar estudos relacionados à evolução dos serviços oferecidos pelo empreendimento, incluindo novas formas de acolhimento, preservação da memória e relacionamento com as famílias.
Como parte desse processo, o projeto conta com uma equipe multidisciplinar local e com o apoio da especialista Crisa Santos, profissional com 16 anos de atuação no setor funerário e reconhecida por trabalhos ligados à arquitetura cemiterial e experiência do luto. Seu trabalho envolve estudos sobre o comportamento dos enlutados e sobre a relação das pessoas com esses espaços, integrando arquitetura, paisagismo, conexão com a natureza e psicologia do luto para criar ambientes mais acolhedores.
“O que observamos é que as famílias estão buscando formas mais significativas de se relacionar com a memória de quem partiu. Durante muito tempo, os cemitérios foram pensados apenas como espaços de sepultamento. Hoje existe uma expectativa maior de acolhimento, permanência e conexão. As pessoas querem encontrar ambientes que ajudem a atravessar o luto e a preservar vínculos afetivos. Isso exige uma mudança de olhar sobre esses espaços, que passam a assumir também uma função emocional, social e até urbana”, afirma Crisa Santos.
Fundado em 1976 e considerado um dos primeiros modelos de cemitério-jardim do país, o espaço possui atualmente cerca de 18 mil jazigos e passa por um processo de reestruturação conduzido pela Humanidade. O projeto prevê a construção de aproximadamente 10 mil novas unidades ao longo dos próximos 30 anos, além da ampliação de serviços voltados à experiência e ao acolhimento das famílias.
“Os dados mostram que existe uma transformação importante em curso na forma como as famílias enxergam o luto, a despedida e a preservação da memória. Nosso objetivo é utilizar esse conhecimento para construir um espaço cada vez mais acolhedor, preparado para atender essas novas expectativas sem perder de vista o aspecto humano que esse momento exige. Entendemos que o papel de um cemitério vai além da infraestrutura e passa também pelo cuidado com as pessoas e com suas histórias”, finaliza Rodrigo.
Sobre a Humanidade
A Humanidade é uma chancela institucional criada pelo engenheiro e empresário Rodrigo Mendonça em Juiz de Fora (MG), que conecta iniciativas voltadas ao desenvolvimento urbano, à convivência, à memória e à transformação social. Sob a marca estão a Estrela Urbanidade, o Passeio Jotaefe, o Parque da Saudade e o Jotaefe Basquete, que atuam de forma independente em diferentes dimensões da vida nas cidades, de loteamentos e espaços de convivência a serviços cemiteriais e projetos esportivos gratuitos para crianças e adolescentes. Com raízes na Zona da Mata mineira e projetos de expansão regional, a Humanidade conecta essas diferentes atuações a partir de uma visão comum de desenvolvimento urbano, qualidade de vida e fortalecimento das comunidades.
















