Estudantes da Queen’s University presos em Doha após ataque
Estudantes da Queen’s University presos em Doha após ataque abriram o fim de semana retidos no Aeroporto Internacional Hamad, no Catar, depois que o espaço aéreo da região foi fechado em reação aos mais recentes bombardeios entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Tensão no Oriente Médio paralisa voos
O grupo, composto por alunos do quarto ano de Biologia que retornava de um curso de campo no Sri Lanka, havia decolado rumo a Toronto quando o comandante informou, após 90 minutos de voo, que todo o espaço aéreo próximo estava interditado. A aeronave da Qatar Airways precisou regressar a Doha, onde os passageiros desembarcaram em meio a longas filas e informações desencontradas.
Segundo Claire Haffner, uma das estudantes, o clima era de ansiedade: “Houve um pânico inicial entre meus colegas, mas agora tentamos manter o otimismo”. Muitos adquiriram chips de dados para garantir contato com familiares no Canadá.
Universidade e governo acompanham situação
Em nota, a Queen’s University afirmou estar em comunicação direta com os professores que acompanham a turma, ressaltando que a segurança dos alunos é prioridade. A instituição acionou a parceira International SOS, que oferece suporte multilíngue 24 horas, inclusive para remarcações de voos.
O governo canadense atualizou os alertas de viagem, mencionando risco de novas ações militares em Israel, Catar, Bahrein, Jordânia, Síria e Emirados Árabes Unidos. Companhias que operam rotas entre América do Norte e Oriente Médio já registram cancelamentos e atrasos.
Aeroporto mantém operação limitada
Apesar do fechamento temporário de rotas sobre países do Golfo, autoridades aeroportuárias declararam que as instalações permanecem “seguras e abastecidas”. Reportagem da BBC indica que controladores de tráfego aéreo aguardam coordenação regional para reabrir corredores internacionais.
Imagem: Internet
Enquanto não há previsão oficial para retomada dos voos, os estudantes contam que o aeroporto oferece água, alimentação e acomodação básica. “Estamos cansados, mas em segurança”, reforçou Haffner.
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Crédito da imagem: Global News













