Ataque em Dubai: 137 mísseis interceptados no sábado
Ataque em Dubai: um sábado de tensão tomou conta dos Emirados Árabes Unidos depois que as Forças Armadas locais confirmaram a interceptação de 137 mísseis e 209 drones lançados em meio ao acirramento entre Estados Unidos e Irã.
Mísseis abatidos, mortes confirmadas e caos aéreo
Moradores de Dubai relataram sucessivos estrondos a partir das 13h (horário local). Os mísseis abatidos sacudiram janelas em bairros como Dubai Marina, região turística e financeira que concentra grande número de estrangeiros. Segundo autoridades, destroços provocaram a morte de uma pessoa em Abu Dhabi e, posteriormente, outra vítima foi registrada no aeroporto da capital, atingido por um ataque iraniano. Houve feridos ainda no aeroporto de Dubai e em um hotel na área de Palm Jumeirah.
Pouco depois dos primeiros impactos, o governo ordenou o fechamento temporário do espaço aéreo de Dubai e Abu Dhabi, dois dos maiores hubs de aviação do planeta. A medida gerou atrasos e cancelamentos que repercutiram em rotas para a Ásia e a Austrália, ampliando o transtorno para passageiros em todo o mundo.
Alerta à população e aulas on-line
Por SMS e por um sistema de alerta semelhante ao da Defesa Civil brasileira, a população foi orientada a buscar locais seguros, permanecer em prédios considerados protegidos e afastar-se de janelas. Instituições de ensino privadas em Dubai migraram para o ensino a distância até quarta-feira, 4 de março, como precaução.
Apesar do clima de incerteza, serviços essenciais continuaram funcionando. Supermercados e farmácias 24 horas mantiveram as portas abertas, criando uma sensação de normalidade parcial em meio aos estrondos. O governo reafirmou compromisso com soluções diplomáticas, mas enfatizou o direito de se defender para preservar a soberania nacional.
Imagem: Internet
O episódio reforça a posição singular dos Emirados no Oriente Médio: um país com cerca de 80% da população estrangeira e economia dependente da estabilidade. De acordo com a BBC, líderes regionais mantêm conversas para conter a escalada e evitar novos ataques.
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Crédito da imagem: Olhar Digital













