Estalar o pescoço aumenta risco de AVC? Entenda o perigo
Estalar o pescoço aumenta risco de AVC? Entenda o perigo. O hábito de estalar o pescoço, comum para aliviar tensão, pode ocasionar uma dissecção arterial e, em casos raros, desencadear um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico, alertam especialistas.
Estalar o pescoço aumenta risco de AVC? Entenda o perigo
O AVC, também chamado de derrame, ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido. No tipo isquêmico, um bloqueio dentro da artéria impede a chegada de oxigênio aos tecidos; já no hemorrágico, o vaso se rompe e provoca sangramento. Em ambos, o resultado é a morte de células cerebrais e possíveis sequelas graves.
Segundo a literatura médica, a dissecção arterial – pequena ruptura na camada interna da artéria – pode ser gatilho para o AVC isquêmico. Quando a fissura surge, o sangue infiltra-se na parede do vaso, formando um hematoma que estreita a passagem e bloqueia o fluxo. Movimentos bruscos, como um estalo intenso do pescoço, espirros violentos, quedas ou torções súbitas, podem provocar essa lesão.
Embora a probabilidade seja baixa, casos de dissecção relacionados a estalos cervicais já foram documentados em revistas científicas. A Mayo Clinic destaca que dores repentinas no pescoço, cefaleia súbita, formigamento em face ou membros e dificuldade para falar são sinais de alerta que exigem atendimento médico imediato.
Como reduzir o risco
Especialistas recomendam evitar estalar o pescoço com força ou repetidamente. Alongamentos suaves, correção postural e pausas regulares durante o trabalho podem aliviar a tensão muscular sem oferecer perigo. Manter hábitos saudáveis, controlar a pressão arterial, não fumar e reduzir o consumo de gorduras saturadas também diminuem as chances de um AVC.

Imagem: utah
Em caso de sintomas como fraqueza súbita em um lado do corpo, perda de visão ou dificuldade de fala, procure o serviço de emergência. O tempo é decisivo para minimizar danos neurológicos.
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Crédito da imagem: utah778/iStock















