Estados Unidos e Venezuela retomam relações diplomáticas
Estados Unidos e Venezuela retomam relações diplomáticas após anos de hostilidade, informou o Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira. A reaproximação ocorre meses depois da operação militar dos EUA que depôs o ex-presidente Nicolás Maduro, em janeiro, e marca uma guinada inédita nas relações bilaterais.
Estados Unidos e Venezuela retomam relações diplomáticas
O corte de contato entre os dois países havia sido decretado em 2019, ainda no primeiro mandato de Donald Trump, quando a Embaixada dos EUA em Caracas foi fechada e o corpo diplomático transferido para a Colômbia. Desde então, emissários da Casa Branca fizeram visitas sucessivas a Caracas para negociar uma transição política.
Segundo comunicado oficial, as tratativas atuais visam “um processo escalonado que crie condições para uma transição pacífica rumo a um governo democraticamente eleito”. Em paralelo, Washington pressiona para que o setor petrolífero venezuelano seja aberto a empresas estrangeiras.
O governo interino liderado por Delcy Rodríguez, ex-vice de Maduro, aprovou uma lei de anistia que prevê a libertação de políticos, ativistas e advogados detidos por motivações políticas. A medida reconhece, na prática, que centenas de pessoas foram encarceradas durante o antigo regime.
A oposição também se movimenta. A líder María Corina Machado, laureada com o Prêmio Nobel da Paz de 2025, anunciou que retornará ao país “nas próximas semanas” e que haverá eleições gerais. A combinação de anistia e calendário eleitoral sinaliza mudanças profundas em um cenário antes dominado pelo chavismo.

Imagem: Internet
Em Washington, o Departamento de Estado dos EUA classificou o restabelecimento das embaixadas como “passo crucial” para apoiar o povo venezuelano. Analistas ressaltam que as sanções econômicas permanecem, mas poderão ser revistas conforme avanços concretos na abertura política.
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Crédito da imagem: Global News















