Anthropic contesta Pentágono na Justiça por lista de risco
Anthropic contesta Pentágono na Justiça por lista de risco. A startup de inteligência artificial confirmou que acionará os tribunais dos Estados Unidos depois de ser oficialmente classificada como “risco à cadeia de suprimentos” pelo Departamento de Defesa (DOD).
Anthropic contesta Pentágono na Justiça por lista de risco
Na noite de quinta-feira (5), o CEO Dario Amodei declarou que a Anthropic não teve “alternativa senão a via judicial” para reverter a decisão do Pentágono. A designação impede que contratados do setor de defesa usem os modelos Claude em trabalhos ligados ao DOD, salvo comprovação de que a tecnologia não esteja envolvida.
Amodei afirma que a empresa solicitava apenas duas salvaguardas: proibição do uso em armas totalmente autônomas e em vigilância doméstica em massa. O DOD, no entanto, insistia em acesso irrestrito aos sistemas de IA “para qualquer finalidade legal”.
Segundo o executivo, a Anthropic é a única companhia norte-americana na lista de restrições — classificação normalmente aplicada a entidades de países adversários, como a chinesa Huawei. Ainda há incerteza sobre se fornecedores poderão adotar o Claude em projetos civis paralelos.
A Microsoft, que planeja investir até US$ 5 bilhões na Anthropic, informou que seus advogados revisaram o caso e concluíram que os produtos permanecem disponíveis para clientes fora do escopo militar. Em julho, a startup firmara um contrato de US$ 200 milhões com o DOD para integrar seus modelos a redes classificadas, acordo agora suspenso.
Enquanto a disputa avança, concorrentes ocupam o espaço aberto. A OpenAI e a xAI concordaram em implantar suas IAs em ambientes militares, segundo reportagens da agência Reuters. Sam Altman, da OpenAI, disse no X que o DOD “demonstrou profundo respeito pela segurança”.

Imagem: Thrive Studios ID
A tensão aumentou após o vazamento de um memorando interno no qual Amodei criticava a administração Trump por suposta falta de simpatia com a Anthropic. O CEO pediu desculpas, alegando que o texto refletia “um dia difícil” e não sua posição ponderada.
Amodei reforçou que a designação “não limita e nem pode limitar” o uso do Claude em contratos não relacionados ao Departamento de Guerra. Ainda assim, a empresa tentará anular a inclusão na lista, temendo impactos comerciais duradouros.
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Crédito da imagem: Thrive Studios ID/Shutterstock















