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Empresas juniores de Minas faturam R$ 6,3 milhões com consultorias para negócios

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Rede mineira realizou mais de 1.750 projetos em 2025; trabalhos feitos por estudantes ajudam empresas em áreas como gestão, preços, operação e estratégia

Empresas juniores formadas por estudantes universitários de Minas Gerais faturaram R$6,3 milhões em 2025 com projetos de consultoria, gestão, inovação e impacto social. Ao todo, a rede mineira realizou mais de 1.750 soluções, desenvolveu 15 projetos de impacto e reuniu 284 empresas juniores em sete núcleos regionais, segundo a Federação das Empresas Juniores do Estado de Minas Gerais (FEJEMG).

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As empresas juniores são organizações sem fins lucrativos, vinculadas a instituições de ensino superior e geridas por estudantes de graduação. As atividades são orientadas por professores e profissionais especializados, com o objetivo de contribuir para a formação acadêmica e profissional dos universitários.

Na prática, os projetos funcionam como uma ponte entre a universidade e o mercado. Os estudantes aplicam conhecimentos aprendidos em sala de aula para resolver problemas de empresas, organizações e comunidades, em áreas como planejamento financeiro, marketing, vendas, logística, gestão de pessoas, análise de mercado e inovação.

Um dos exemplos é a Campe Consultoria Jr., empresa júnior situada em Juiz de Fora e formada por estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). A empresa atua em gestão empresarial e reúne alunos de Administração, Ciências Contábeis e Economia.

Em um projeto desenvolvido para a Pharmes, a Campe identificou problemas como demora no tempo de entrega, preços elevados de produtos manipulados, falta de preparo dos colaboradores para vendas, sobrecarga em sistemas de manipulação e desalinhamento com os consumidores. Após o projeto, a empresa reduziu o prazo de entrega para um dia útil, realizou treinamento dos colaboradores, ajustou preços de produtos, ampliou a acessibilidade dos manipulados e ganhou competitividade.

O trabalho envolveu pesquisa de mercado e análise de concorrência. O objetivo era entender a percepção do público sobre a marca, a frequência de uso dos produtos manipulados e os critérios considerados pelos consumidores na escolha de uma farmácia. Também foram avaliadas práticas adotadas por concorrentes, como exposição de produtos, atendimento ao cliente e pontualidade nas entregas.

Para Vithória Rodrigues, presidente executiva da Brasil Júnior, esse tipo de atuação mostra que a educação empreendedora vai além da criação de novos negócios. Segundo ela, o contato com problemas concretos desenvolve nos estudantes uma postura mais autônoma, criativa e orientada à solução.

“A educação empreendedora forma alguém que não espera que o problema seja resolvido por outra pessoa. Ela desenvolve curiosidade, pensamento inovador e disposição para transformar a realidade. Não é uma pauta só do Movimento Empresa Júnior, é uma pauta de desenvolvimento nacional”, afirma.

Segundo Vithória, Minas se destaca nesse cenário pela presença de instituições de ensino superior em diferentes regiões do Estado e pela capilaridade do movimento. Para ela, os resultados da rede mineira também mostram o papel das empresas juniores na formação de lideranças.

“Minas não concentra tudo na capital. O Estado tem polos fortes em diferentes regiões, e essa capilaridade cria ecossistemas empreendedores em múltiplos territórios. Isso mostra o que acontece quando o Movimento Empresa Júnior e as instituições de ensino superior caminham juntos”, diz.

Para os estudantes, a vivência permite contato direto com clientes, prazos, diagnóstico de problemas e entrega de soluções. Para pequenas empresas e organizações, os projetos podem representar uma alternativa de acesso a consultorias com acompanhamento acadêmico e custo mais acessível do que o praticado em parte do mercado.

Em 2026, Belo Horizonte também deve ganhar protagonismo na agenda do empreendedorismo universitário. A cidade receberá, em agosto, o Encontro Nacional de Empresas Juniores (ENEJ), no Mineirinho, no mesmo período da Junior Enterprise World Conference 2026, conferência mundial do Movimento Empresa Júnior.

Sobre a Brasil Júnior

A Brasil Júnior é a entidade responsável por coordenar o Movimento Empresa Júnior (MEJ) no Brasil. Como organização sem fins lucrativos, tem a missão de formar líderes empreendedores e conectar estudantes universitários a desafios reais do mercado. Atualmente, o MEJ conta com 25 mil jovens, reúne 1.449 empresas juniores e está presente em 270 instituições de Ensino Superior. Em 2025, o movimento faturou mais de R$ 66 milhões, valor 100% reinvestido na capacitação dos membros.

Sobre a Presidente Executiva da Brasil Júnior
Vithória Rodrigues é presidente executiva da Brasil Júnior, Confederação Brasileira de Empresas Juniores. Atua com foco em relações institucionais e governamentais, advocacy, gestão de parcerias, educação empreendedora e juventude. É graduanda em Administração pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR) e construiu sua trajetória no Movimento Empresa Júnior com passagens por liderança na FEJECE e na INOVA Empresa Júnior.

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