Emicida no Lacte 21 destaca propósito e vulnerabilidade
Emicida no Lacte 21 destaca propósito e vulnerabilidade ao encerrar o primeiro dia do congresso em São Paulo, reforçando que alta performance nasce quando a humanidade encontra espaço genuíno nas empresas.
Emicida no Lacte 21 destaca propósito e vulnerabilidade
Em um bate-papo mediado pela apresentadora Sarah Oliveira, o rapper fez paralelos entre sua trajetória artística e os desafios do ambiente corporativo. Logo na abertura, a jornalista mencionou o impacto do novo álbum do músico, gatilho para discutir a compreensão como via para o perdão. A partir daí, Emicida mergulhou no “lado B” — as sombras e contradições que, segundo ele, também compõem a luz do indivíduo. “Qual o sentido do trabalho se eu não posso ser inteiro?”, provocou.
O artista defendeu que, após décadas de encaixe em padrões rígidos, assumir a própria identidade tornou-se um diferencial competitivo. Para ele, vulnerabilidade é presença, não fraqueza. Estar aberto ao agora e às ideias alheias amplia a capacidade de criação conjunta, exemplificou ao lembrar a carreira da cantora Laíde Costa, marcada por resistência apesar de apagamentos históricos.
Ao comentar os bastidores do documentário “AmarElo”, Emicida recordou a apresentação no Theatro Municipal de São Paulo como um “ponto de ruptura” para quem não se via naquele palco. “Eventos são momentos em que o tempo se distorce”, disse, reforçando o poder transformador de encontros presenciais. Pesquisa da BBC mostra que experiências coletivas intensificam a sensação de pertencimento — argumento que dialoga com a defesa do rapper por mais conexão humana em tempos de hiper-tecnologia.
Negociações com gigantes do streaming também entraram na pauta. Emicida relatou que sustentar princípios diante de pressões mercadológicas exige paciência, mas garante projetos duradouros. “Tendências passam, valores ficam”, resumiu, apontando que rentabilidade e propósito devem caminhar juntos.
Ao ser questionado sobre como energizar plateias, citou Elis Regina: “Suba ao palco para mostrar que está junto das pessoas”. Do megafone improvisado durante um apagão no Rio de Janeiro às arenas lotadas, o compromisso é transformar cada encontro em experiência relevante, afirmou.

Imagem: Matheus Alves
Para o artista, a missão da atual geração é converter o “país do futuro” em presente. Isso implica reconhecer a força coletiva e criar ambientes em que vulnerabilidade, escuta ativa e presença sejam alavancas de inovação real.
No encerramento, a mensagem central deixada ao público do Lacte 21, evento promovido pela Alagev, foi clara: produtividade sustentável só acontece quando se protege o espaço da humanidade dentro e fora dos palcos corporativos.
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Crédito da imagem: Matheus Alves/ Brasilturis















