Dívida do Atlético dispara e chega a R$ 1,77 bi em 2025
Dívida do Atlético dispara e chega a R$ 1,77 bi em 2025 é o dado que abre o Relatório Convocados, estudo anual da Galapagos Capital sobre as finanças dos clubes brasileiros. O documento, divulgado após a publicação do balanço de 185 páginas referente a 2025, classificou a saúde financeira alvinegra como negativa.
Dívida cresce 29,4% em relação a 2024
De acordo com o balanço, a dívida do Atlético saltou de R$ 1,369 bilhão em 2024 para R$ 1,772 bilhão em 2025, avanço de R$ 403 milhões (29,4%). O maior peso segue sendo a exposição bancária, que passou de R$ 507 milhões para R$ 654 milhões. Também houve alta nos débitos tributários (de R$ 388 milhões para R$ 487 milhões) e nas obrigações por compra e venda de atletas (de R$ 100 milhões para R$ 243 milhões).
Alívio parcial com queda da dívida da Arena MRV
O passivo ligado à Arena MRV recuou pelo segundo ano seguido, caindo de R$ 446 milhões para R$ 383 milhões. Mesmo assim, a soma das dívidas pressiona o fluxo de caixa, principalmente pelos juros: segundo o acionista majoritário da SAF, Rubens Menin, o clube desembolsou R$ 250 milhões apenas em encargos financeiros em 2025.
Receita recorde não evita prejuízo
Apesar dos problemas, o Atlético alcançou receita recorde de R$ 768 milhões, 14% superior à de 2024. As chamadas receitas recorrentes — transmissões, premiações, bilheteria, sócio-torcedor, comerciais e Arena MRV — somaram R$ 565 milhões. Outros R$ 203 milhões vieram da venda de atletas. Ainda assim, o clube fechou o exercício com prejuízo operacional de R$ 3 milhões e prejuízo líquido de R$ 310 milhões, puxado por custos operacionais de R$ 461 milhões e investimentos em elenco de R$ 181 milhões.
Aporte de R$ 530 milhões deve reduzir pressão
Em 25 de maio, o Conselho Deliberativo aprovou a injeção de R$ 530 milhões da família Menin, quantia que será usada integralmente para abater a dívida bancária. Medidas semelhantes já foram adotadas por outros clubes que se tornaram SAFs, prática elogiada até pela FIFA como forma de garantir sustentabilidade no futebol.
O Relatório Convocados destaca que as demonstrações financeiras alvinegras não receberam ressalvas, mas critica o “tímido crescimento de receitas” frente ao aumento dos custos. Entre os times da Série A, apenas Bahia, Cruzeiro, Flamengo, Juventude, Mirassol, Palmeiras, RB Bragantino e São Paulo obtiveram avaliação positiva no estudo.

Imagem: Pedro Souza
A expectativa é que o novo aporte alivie o serviço da dívida e permita ao Galo retomar investimentos esportivos com menor pressão de juros. No entanto, a diretoria reconhece que o equilíbrio financeiro pleno depende de cortes de gastos e ampliação das receitas recorrentes nos próximos anos.
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Crédito da imagem: Pedro Souza/Atlético















