Home / ESPORTES / Diego Godín Atlético: por que a passagem fracassou?

Diego Godín Atlético: por que a passagem fracassou?

Advertisements
Advertisements

Diego Godín Atlético: por que a passagem fracassou?

Diego Godín Atlético: por que a passagem fracassou? Ídolo no Atlético de Madrid e veterano de quatro Copas do Mundo, o zagueiro uruguaio chegou ao Galo em 2022 cercado de expectativa, mas deixou o clube após somente nove partidas e uma sequência de críticas.

Diego Godín Atlético: por que a passagem fracassou?

Revelado pelo Cerro e projetado mundialmente no Atlético de Madrid, Godín acumulou 389 jogos e oito títulos na Espanha, incluindo o Campeonato Espanhol de 2013/14. A experiência europeia e os 161 jogos pela seleção uruguaia credenciaram o defensor para substituir Junior Alonso, negociado após a temporada mágica de 2021.

Advertisements
Advertisements

O acordo com o Atlético Mineiro foi oficializado em 12 de janeiro de 2022. Seduzido pelo projeto apresentado pelo então diretor de futebol Rodrigo Caetano, o uruguaio priorizou a volta à América do Sul mesmo diante de sondagens de América-MEX e Valencia-ESP.

Dentro de campo, porém, o veterano de 36 anos conviveu com dificuldades físicas, perda de velocidade e erros em lances decisivos. A falha no clássico contra o América, pela fase de grupos da Libertadores, desencadeou uma enxurrada de críticas nas redes sociais, levando o clube a publicar nota de repúdio contra ofensas ao atleta.

Apesar dos títulos da Supercopa do Brasil e do Campeonato Mineiro, Godín somou apenas nove aparições, um gol — de cabeça sobre o Patrocinense na estreia — e acumulou atuações contestadas. O retorno de Junior Alonso, em março, reduziu ainda mais o espaço do uruguaio no elenco comandado à época por Antonio Mohamed.

Em junho de 2022, buscando ritmo para a Copa do Mundo do Catar, Godín solicitou a rescisão contratual e foi atendido. Depois, passou por Vélez Sarsfield-ARG e Porongos-URU, encerrando a carreira em 2024 sem deixar saudades na torcida atleticana.

Para especialistas, o insucesso se explica por três fatores principais: queda física natural para a posição, adaptação insuficiente ao estilo de jogo veloz no Brasil e alta expectativa alimentada pelo legado construído na Europa. Como lembrou a FIFA, o defensor sempre se destacou pelo posicionamento; contudo, a margem de erro diminui quando a velocidade já não acompanha a leitura tática.

Godín encerrou a trajetória como um dos maiores zagueiros sul-americanos do século, mas a curta passagem em Belo Horizonte ilustra como currículo vitorioso não garante sucesso imediato em novos contextos competitivos.

Quer saber mais sobre a trajetória de grandes nomes do esporte nacional? Acesse nossa editoria Brasil e acompanhe análises exclusivas.

Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/D.A. Press

Advertisements
Advertisements