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Diagnóstico de autismo na primeira infância exige intervenção precoce

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Diagnóstico de autismo na primeira infância exige intervenção precoce

Diagnóstico de autismo na primeira infância exige intervenção precoce porque, até os três anos, o cérebro da criança passa por intensa formação de conexões neurais, favorecendo ganhos de fala, coordenação motora e interação social.

Diagnóstico de autismo na primeira infância exige intervenção precoce

A fisioterapeuta Daniela Gamboa, fundadora da Humanizzare e mãe atípica, destaca que esse período funciona como uma “janela de oportunidade”. Segundo a especialista, a plasticidade cerebral é maior nos primeiros anos, o que faz com que estímulos terapêuticos gerem respostas mais rápidas e duradouras. Ela ressalta que, quanto antes o apoio especializado começa, maiores são as chances de a criança desenvolver autonomia e participar de ambientes inclusivos, como escola e espaços de convivência.

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A intervenção precoce envolve equipe multidisciplinar formada por profissionais de fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e psicologia. “A abordagem integrada ajusta o ambiente e ensina habilidades sociais de forma lúdica, acompanhando o ritmo da criança”, explica Daniela.

O diagnóstico também repercute em toda a estrutura familiar. Pais, avós e cuidadores costumam vivenciar emoções variadas — da surpresa à culpa. Para a fisioterapeuta, reconhecer esses sentimentos é parte fundamental do processo de adaptação. Grupos de apoio, atendimento psicológico e troca de experiências com outras famílias atípicas funcionam como rede de segurança emocional.

Dados de um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que, globalmente, cerca de uma em cada 100 crianças está dentro do espectro autista. O documento reforça que intervenções individualizadas, iniciadas cedo, reduzem barreiras à participação plena na sociedade.

No Brasil, o acesso ao diagnóstico tem avançado, mas ainda enfrenta desafios de informação e infraestrutura. “É essencial que pediatras encaminhem rapidamente para avaliação especializada sempre que surgirem sinais como atraso na fala ou dificuldade de contato visual”, alerta Daniela.

Para as famílias, ultrapassar o momento inicial de incerteza abre caminho para planejamento de longo prazo. Orientação sobre direitos, adaptações escolares e programas de saúde complementam a terapia direta com a criança.

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Crédito da imagem: Natália Mancio

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