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Diabetes tipo 1 é revertida em ratos por terapia híbrida

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Diabetes tipo 1 é revertida em ratos por terapia híbrida

Diabetes tipo 1 é revertida em ratos por terapia híbrida Diabetes tipo 1 teve sua progressão bloqueada e, em muitos casos, completamente revertida em camundongos graças a um protocolo experimental desenvolvido pela Escola de Medicina de Stanford.

Diabetes tipo 1 é revertida em ratos por terapia híbrida

O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, foi conduzido pela equipe da pesquisadora Preksha Bhagchandani e alcançou 100 % de eficácia na prevenção da doença em animais pré-diabéticos, além de reverter o quadro em roedores já acometidos. O tratamento combinou transplante de células imunológicas e de ilhotas pancreáticas saudáveis, criando um “sistema imunológico híbrido” capaz de preservar a produção de insulina.

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A diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o organismo destrói as células beta das ilhotas pancreáticas, responsáveis pela síntese de insulina. Sem o hormônio, a glicose permanece elevada no sangue, provocando sintomas severos e risco de complicações crônicas. A proposta dos cientistas foi repor essas células e, simultaneamente, “reiniciar” o sistema imune para impedir novos ataques.

Para isso, os ratos doentes receberam: (1) células imunológicas de doadores saudáveis, (2) ilhotas pancreáticas completas e (3) um protocolo de condicionamento composto por baixa radiação, anticorpos direcionados e um inibidor imunológico. Esse conjunto dispensou o uso de imunossupressores contínuos durante pelo menos quatro meses, segundo relato dos autores ao portal Science Alert.

Embora a melhora tenha ocorrido sem rejeição significativa — apenas leve inflamação inicial —, os pesquisadores reconhecem desafios antes dos testes em humanos. Entre eles estão a necessidade de um único doador falecido para fornecer tanto células-tronco quanto ilhotas pancreáticas e a definição da quantidade exata de tecidos para garantir eficácia. A equipe também estuda formas de produzir essas células em laboratório, o que permitiria ampliar o acesso ao método.

Se confirmada em ensaios clínicos, a estratégia pode beneficiar não só pacientes com diabetes tipo 1, mas também portadores de outras doenças autoimunes e candidatos a transplantes de órgãos sólidos, afirmou Seung K. Kim, coautor do trabalho.

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Crédito da imagem: JacobStudio/iStock

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