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DF aciona STF para garantir apoio federal ao BRB em crise

DF aciona STF para garantir apoio federal ao BRB em crise

DF aciona STF para garantir apoio federal ao BRB em crise O governo do Distrito Federal protocolou no Supremo Tribunal Federal, em 19 de maio, uma ação que busca obrigar a União a participar do salvamento financeiro do Banco de Brasília (BRB), afetado pela quebra do Banco Master.

DF aciona STF para garantir apoio federal ao BRB em crise

A petição, sob relatoria do ministro Luiz Fux e mantida em segredo de Justiça, pede que o governo federal se torne avalista de um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O montante seria injetado no BRB para cobrir o rombo decorrente da crise do Master.

De acordo com fontes envolvidas na negociação, a estratégia vinha sendo preparada havia mais de um mês pela cúpula distrital e pela direção do banco. Nesta terça-feira, 26 de maio, a governadora interina Celina Leão (PP) participa de audiência de conciliação com Fux e representantes da Advocacia-Geral da União e do Banco Central.

Na véspera, o ministro determinou que a AGU e o Banco Central apresentem suas manifestações formais sobre o caso. O DF alega ter ficado sem recursos em caixa para honrar compromissos, situação que resultou na perda da capacidade de pagamento exigida pelo Tesouro Nacional para concessão de garantias federais.

O FGC resiste a liberar o crédito se a União não figurar como avalista nem atrair outros bancos para a operação. Em ofício enviado ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, no fim de abril, Celina Leão alertou sobre riscos sistêmicos em caso de colapso do BRB e solicitou encontro com o presidente Lula, ainda não agendado.

Durigan, por sua vez, sustenta que o Distrito Federal não reúne condições para ser socorrido, sugerindo o uso do Fundo Constitucional do DF como garantia. O fundo financia salários de policiais, profissionais de saúde e professores, razão pela qual o governo local resiste em comprometê-lo.

Sem o empréstimo, o plano alternativo envolve solução contábil baseada na securitização da dívida ativa do DF. Paralelamente, o BRB prometeu ao Banco Central entregar até a próxima sexta-feira, 29, seu balanço de 2025 — cuja divulgação estava prevista para 31 de março — acompanhado da estratégia definitiva para recompor o capital.

Apesar da nota C na avaliação de capacidade de pagamento do Tesouro Nacional, integrantes do governo distrital argumentam que o DF possui condições de quitar o financiamento e recordam precedentes em que a União socorreu entes em situação fiscal mais grave, como o Rio de Janeiro em 2017, além de estatais altamente endividadas.

Atualmente, o Distrito Federal acumula déficit de R$ 2,7 bilhões em 27 meses. Segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, um ajuste fiscal em curso visa transformar o saldo negativo em superávit até agosto, por meio de aumento de receita e corte de despesas.

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Crédito da imagem: Agência Brasília