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Desmatamento em Juiz de Fora: APP perto da Usina Marmelos

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Desmatamento em Juiz de Fora: APP perto da Usina Marmelos

Desmatamento em Juiz de Fora: APP perto da Usina Marmelos mobiliza autoridades ambientais após intervenções que deixaram solo queimado e árvores derrubadas na Avenida Dr. Francisco Álvares de Assis, em frente à Escola Municipal Menelick de Carvalho, no Bairro Graminha.

Desmatamento em Juiz de Fora: APP perto da Usina Marmelos

Na manhã de 25 de setembro de 2025, uma equipe de reportagem verificou a denúncia anônima de que a Área de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Paraibuna estava sendo desmatada. No local, foram encontrados troncos cortados, vegetação queimada e sinais de fogo recente.

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A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) confirmou ter recebido a queixa e enviou fiscais ambientais. Foram lavrados dois Autos de Infração: um por danos à vegetação e outro por prática de incêndio, com multas que podem variar entre R$ 12 mil e R$ 128 mil caso não haja recurso.

Segundo a PJF, o terreno pertence à Cemig Geração Sul S.A. A companhia, contudo, destacou que a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Marmelos foi leiloada em 2024 e deverá ser transferida em breve para a Âmbar Energia. Em nota, a Cemig afirmou que executou “poda emergencial” de pinheiros que ameaçavam a rede elétrica, classificando a ação como preventiva e não como desmatamento programado.

O Executivo municipal ressaltou que, independentemente da propriedade ser pública ou privada, a fiscalização ambiental atua sempre que há indícios de crime ambiental, em conjunto com a Polícia Militar de Meio Ambiente (PMMA). A corporação, entretanto, informou que não foi acionada para a ocorrência.

Áreas de Preservação Permanente são faixas de proteção obrigatória ao redor de cursos d’água. De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), essas zonas preservam recursos hídricos, evitam erosões e garantem biodiversidade, sendo responsabilidade legal do proprietário manter sua integridade.

A prefeitura incentiva a população a denunciar irregularidades pelos canais oficiais. Denúncias podem ser decisivas para coibir infrações e acelerar autuações, como ocorreu no Graminha.

O caso segue sob análise da Junta de Julgamento do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comdema), que definirá os valores finais das penalidades. Enquanto isso, a transferência da PCH Marmelos para a Âmbar Energia deverá incluir obrigações de preservação na documentação de posse.

Para acompanhar outros desdobramentos ambientais, visite a editoria Brasil e continue informado sobre as ações de fiscalização em Minas Gerais.

Crédito da imagem: Leonardo Costa

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