Home / NOTÍCIAS / GERAIS / Desertificação no Nordeste avança, indica estudo da Unicamp

Desertificação no Nordeste avança, indica estudo da Unicamp

Advertisements
Advertisements

Desertificação no Nordeste avança, indica estudo da Unicamp

Desertificação no Nordeste avança, indica estudo da Unicamp é a conclusão de uma pesquisa que combina mudanças climáticas e pressão humana sobre o solo para explicar a expansão das áreas de risco na região semiárida brasileira.

Desertificação no Nordeste avança, indica estudo da Unicamp

Desenvolvida no Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a tese de doutorado da pesquisadora Mariana de Oliveira criou um modelo inédito para estimar a probabilidade de desertificação em território nacional. A ferramenta usa regressão logística e cruza cinco variáveis críticas: temperatura da superfície, manejo do solo, cobertura vegetal, média de precipitação e densidade populacional.

Advertisements
Advertisements

Os resultados mostram que o processo de desertificação pode ser mais extenso do que o indicado pelos mapas oficiais. O modelo identificou, por exemplo, uma nova mancha de degradação no Ceará e outras áreas do estado com alto risco ambiental. Estudos anteriores já previam que, até 2100, 57% do Nordeste se tornará árido e 42,4% semiárido, colocando praticamente toda a região sob ameaça.

Para o coordenador do Departamento de Combate à Desertificação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Flávio Rodrigues do Nascimento, a metodologia representa um avanço ao permitir diagnóstico mais preciso e monitoramento contínuo de áreas vulneráveis. Esse nível de detalhamento pode embasar políticas públicas de prevenção e mitigação.

O fenômeno não é exclusivo do Brasil. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 75% das terras globais tornaram-se mais secas nas últimas décadas, reforçando a urgência de estratégias de adaptação às mudanças climáticas.

Além de alterações no regime de chuvas e aumento da temperatura, práticas inadequadas de uso do solo, como desmatamento e manejo agrícola intensivo, aceleram o processo no Nordeste. A pesquisadora alerta que intervenções sustentáveis na produção agropecuária e a recuperação de áreas degradadas são fundamentais para conter o avanço do deserto.

Em síntese, o estudo amplia o mapa das zonas suscetíveis, oferecendo subsídios científicos para governos e comunidades locais protegerem recursos hídricos, solos e biodiversidade.

Quer entender outras iniciativas ambientais em território nacional? Visite nossa editoria Brasil e acompanhe as atualizações.

Crédito da imagem: Edilaine Barros/Shutterstock

Advertisements
Advertisements