Cruzeiro quer R$ 94 mi por Kaiki e rejeita oferta italiana
Cruzeiro quer R$ 94 mi por Kaiki e, por isso, recusou a proposta de 7 milhões de euros (cerca de R$ 43,7 milhões) feita pelo Como, da Itália, pelo lateral-esquerdo Kaiki Bruno, de 22 anos.
Cruzeiro quer R$ 94 mi por Kaiki e rejeita oferta italiana
De acordo com o jornalista de transferências Fabrizio Romano, a negociação emperrou porque a diretoria celeste estipulou 15 milhões de euros — valor que supera R$ 94 milhões — como preço mínimo para liberar o jogador formado na Toca da Raposa.
Kaiki soma 104 partidas e dois gols pelo clube. Reconhecido pela solidez defensiva e apoio ao ataque, ele chegou a integrar a pré-convocação da Seleção Brasileira nas rodadas finais das Eliminatórias para a Copa do Mundo.
A estratégia de segurar o camisa 6 faz parte do planejamento da SAF comandada por Pedro Lourenço, que mira títulos a partir de 2026, sobretudo a Copa Libertadores. O plano inclui travar a saída de peças-chave e investir pesado em reforços. Exemplo disso foi a contratação do meia Gerson, por 30 milhões de euros junto ao Zenit, a mais cara da história do futebol brasileiro.
Outro ponto do projeto é ampliar o vínculo de Matheus Pereira até dezembro de 2028. O armador, que já disputou 130 partidas, tem 21 gols e 26 assistências com a camisa estrelada.
Mesmo considerado um clube de médio porte na Itália, o Como ocupa a sexta colocação da Serie A, impulsionado pelos irmãos Robert e Michael Hartono. Sob a gestão dos bilionários indonésios, o time investiu cerca de R$ 300 milhões em contratações na janela de inverno de 2025, superando gigantes como Milan, Inter e Juventus.

Imagem: Alexandre Guzanshe
A recusa ao valor oferecido por Kaiki soma-se à negativa aos 30 milhões de euros do Flamengo pelo atacante Kaio Jorge. Juntos, os montantes ultrapassam R$ 230 milhões, mais de 60% da receita de R$ 372 milhões obtida pelo Cruzeiro em 2024.
Para quem acompanha o clube, os próximos meses indicarão se a gestão conseguirá equilibrar ambição esportiva e finanças em um mercado cada vez mais agressivo.
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Crédito da imagem: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press















