Arcebispos católicos dos EUA contestam política externa
Arcebispos católicos dos EUA contestam política externa ao afirmarem que o papel moral de Washington está em xeque e que a força militar deve ser utilizada apenas em último caso, segundo nota divulgada nesta segunda-feira (10).
Declaração conjunta inusual
Em um raro comunicado conjunto, os cardeais Blase Cupich (Chicago), Robert McElroy (Washington) e Joseph Tobin (Newark) alertaram que, em 2026, o país vive o “mais profundo e doloroso debate” sobre os fundamentos éticos de sua atuação no exterior desde o fim da Guerra Fria. O trio afirmou que o direito à autodeterminação de outras nações está “frágil”, citando os impasses na Venezuela, a guerra da Rússia contra a Ucrânia e as ameaças à Groenlândia feitas pelo governo Trump.
Eco das palavras do Papa Leo
A posição dos arcebispos reflete o discurso inflamado do papa Leo, primeiro pontífice norte-americano, que recentemente denunciou na Praça São Pedro o que chamou de “zelo mundial pela guerra”. Leo já criticara antes políticas do ex-presidente Donald Trump, especialmente na área migratória.
Força militar como último recurso
Os prelados insistem que os Estados Unidos precisam de “uma política externa genuinamente moral” e rejeitam a guerra como instrumento de interesses restritos. “A ação militar deve ser vista apenas como extrema ratio, não como ferramenta rotineira de governo”, diz o texto.
Silêncio da Casa Branca
A nota não menciona Trump nominalmente, mas o alvo implícito ficou claro. Questionado, o governo não respondeu até o fechamento desta edição. O posicionamento dos cardeais foi destaque na imprensa internacional, conforme publicou a agência Reuters.

Imagem: Bhargav Acharya Reuters
O documento conclui que o debate atual definirá “se os Estados Unidos serão vistos como promotores da paz ou defensores de interesses estreitos” nas próximas décadas.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















