Cruzeiro 1966: Natal relembra a glória e simplicidade
Cruzeiro 1966: Natal relembra a glória e simplicidade em depoimento que contrasta o futebol raiz com os altos salários atuais, revelando bastidores do título da Taça Brasil.
Memórias de um time lendário
Aos 80 anos, Natal, eternizado como “Diabo Louro”, reviviu momentos do Cruzeiro 1966, campeão da Taça Brasil. Durante o programa Concentração, o ex-ponta-direita comparou os ganhos milionários de hoje com os contratos enxutos de seu tempo. “Se fosse assim antigamente, estava todo mundo milionário”, brincou, citando que as negociações eram diretas com a diretoria, sem empresários.
Salários modestos e negociações olho no olho
Natal contou que as renovações aconteciam na Toca da Raposa de forma simples. “O presidente oferecia cinco; eu pedia seis; fechávamos em 5,5”, resumiu. Mesmo com pagamentos limitados, ele garante que aquela formação, com Raul, Piazza, Dirceu Lopes, Tostão e Evaldo, era “uma seleção disfarçada de clube”.
Falta de material e improviso em campo
O ex-jogador descreveu a precariedade estrutural. No primeiro duelo da final contra o Santos, vitória celeste por 3 a 2 no Pacaembu, não havia uniformes reservas. Se uma camisa rasgasse, o atleta vestia outra cor e seguia em campo. Sob chuva forte, as meias alargaram tanto que ele precisou cortá-las e fixá-las com esparadrapo para terminar a partida.
Amizade como motor do sucesso
Para Natal, a química entre os atletas explicava o desempenho histórico. “A gente errava um passe e o companheiro já motivava. Não havia reclamações”, disse, reforçando que o orgulho de vestir a camisa estava acima de bônus ou patrocínio.
Taça Brasil eternizada
O Cruzeiro de 1966 superou o Santos de Pelé, resultado que, segundo Natal, jamais se repetirá nas mesmas condições. Detalhes desse torneio podem ser conferidos no site oficial da Confederação Brasileira de Futebol, que mantém estatísticas completas da competição.

Imagem: Internet
Natal concluiu que, embora não tenha ficado rico, leva consigo a maior recompensa: o carinho eterno da torcida cruzeirense. “Fiz o bem para o clube e para o torcedor, e isso vale ouro”.
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Crédito da imagem: Arquivo EM/D.A Press















