Cosan CSAN3 surpreende com balanço 4T25 e ação sobe 8%
Cosan CSAN3 iniciou o pregão desta terça-feira (10) entre os maiores avanços do Ibovespa depois de publicar o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), que trouxe perda menor e desempenho operacional acima do consenso.
Cosan CSAN3 surpreende com balanço 4T25 e ação sobe 8%
Às 12h40, os papéis eram negociados a R$ 6,11, alta de 6,45%, após atingirem máxima intradiária de R$ 6,20, salto de 8,01%. O movimento refletiu, sobretudo, a queda de 38% no prejuízo líquido, que passou de R$ 9,3 bilhões no 4T24 para R$ 5,8 bilhões no 4T25.
Números do trimestre
O Ebitda ajustado, que considera a controlada Raízen (RAIZ4), recuou 3% ano a ano, somando R$ 7,8 bilhões, mas superou a estimativa de R$ 6,7 bilhões do Banco Safra. A dívida líquida expandida do corporativo fechou em R$ 9,76 bilhões, redução de 58% em doze meses e de 46% ante o 3T25, levando a alavancagem pro forma a 3,3x dívida líquida/Ebitda – queda de 0,4x trimestre contra trimestre.
Reação dos analistas
Conrado Vegner e Vinícius Andrade, do Safra, classificaram o desempenho anual como mais fraco, mas salientaram que as recentes melhorias na estrutura de capital ainda não aparecem integralmente nos números. Eles mantêm recomendação de compra para CSAN3, com preço-alvo de R$ 9 para o fim de 2026, potencial de 56,8% sobre o último fechamento. Já o Bradesco BBI projeta R$ 7 para dezembro de 2026, upside de 21,9%.
Gestão comenta desalavancagem
Em teleconferência, o CEO Marcelo Martins afirmou que a Cosan avalia vender ativos para reduzir endividamento, “mas não a qualquer preço”. Ele também negou participação no aumento de capital da Raízen e refutou rumores sobre venda da fatia na Rumo (RAIL3), classificando as especulações como “preço que não nos interessa”.
Perspectivas
Analistas destacam que a geração de caixa foi beneficiada pelo aumento de capital e pela alienação de ações da Rumo, enquanto o índice de cobertura de juros recuou para 0,9x nos últimos 12 meses. O mercado agora observa eventuais eventos de liquidez que possam acelerar o processo de desalavancagem.

Imagem: Liliane de Lima
Para mais detalhes sobre o desempenho das blue chips brasileiras, confira a cobertura da agência Reuters.
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Crédito da imagem: Imagem gerada por Inteligência Artificial/ChatGPT















