Corte de rating da CSN pode ocorrer em 2025, alerta S&P
Corte de rating da CSN pode ocorrer em 2025, alerta S&P abre a avaliação da agência de risco, que colocou o crédito da siderúrgica em observação negativa após constatar redução de alavancagem mais lenta que o estimado.
Corte de rating da CSN pode ocorrer em 2025, alerta S&P
A S&P Global Ratings manteve o rating da CSN (CSNA3) em BB-, mas incluiu a empresa em CreditWatch para possível rebaixamento. A agência projeta que a relação dívida líquida/Ebitda ajustado alcance 5,5 vezes em 2025, acima da meta anterior de 4,5 vezes.
O cenário traçado pela S&P indica fluxo de caixa operacional livre negativo de R$ 3,8 bilhões e destaca que, em 30 de setembro de 2025, a companhia somava dívida líquida de R$ 37,5 bilhões, equivalente a 3,14 vezes o Ebitda ajustado divulgado pela própria CSN.
Contudo, a agência afirma que suas métricas diferem das reportadas pela empresa. Após ajustes que incorporam passivos do projeto Transnordestina, obrigações de arrendamento, parcelas fiscais e pré-pagamentos de minério de ferro, a S&P calcula dívida nominal ajustada de R$ 56,3 bilhões — um acréscimo de R$ 21,4 bilhões aos números oficiais.
As saídas de caixa seguem elevadas. Entre janeiro e setembro, os investimentos somaram R$ 5,6 milhões, enquanto a despesa com juros atingiu R$ 5,4 milhões, limitando o ritmo de desalavancagem. Nessa metodologia, a alavancagem da CSN permaneceu em 6,0 vezes nos 12 meses encerrados em setembro, ante 7,2 vezes em 2024.
Na divulgação de resultados em 5 de novembro, executivos informaram que a CSN estuda concentrar ativos de infraestrutura em uma nova empresa para captar recursos e reduzir dívidas até meados de 2026. Mesmo assim, a S&P vê “espaço limitado” para queda substantiva da alavancagem apenas com o desempenho operacional, diante da pressão de importados de aço e da perspectiva de preços menores do minério de ferro em 2026 e 2027.

Imagem: Reuters
Ontem, a Moody’s também colocou os ratings da CSN em revisão para eventual corte, reforçando o alerta sobre o grau de risco financeiro da companhia.
No curto prazo, a siderúrgica precisará provar capacidade de geração de caixa para evitar o corte de rating da CSN e preservar o acesso a financiamento em condições favoráveis.
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Crédito da imagem: CSN/Divulgação















