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Gravado na Basílica com orquestra e solistas convidados, hino ganha novo arranjo e videoclipe em homenagem à fé que, há gerações, conduz milhares de peregrinos à Cidade dos Profetas
Uma fé que atravessa séculos. Uma música que atravessa gerações. Uma tradição que, todos os anos, coloca milhares de pessoas novamente a caminho de Congonhas.
Nesta quinta-feira, 3 de setembro, o Coral Cidade dos Profetas apresenta uma nova gravação do Hino ao Bom Jesus de Congonhas, em homenagem ao Jubileu do Senhor Bom Jesus de Matosinhos. O lançamento acontece no programa Participovo, da Rádio Congonhas FM, às vésperas do início de uma das mais tradicionais manifestações de fé de Minas Gerais (o Jubileu em Congonhas acontece entre 7 e 14 de setembro).
A nova versão foi gravada ao vivo no dia 25 de agosto, reunindo o Coral Cidade dos Profetas, orquestra e solistas convidados, além do Coral infantil Profetas do Amanhã, em um cenário que dificilmente poderia ser mais simbólico: a Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos.
Foi dentro do próprio Santuário, destino de incontáveis peregrinos ao longo de gerações, que vozes e instrumentos se encontraram, sob a regência do maestro Herculano Amâncio, para fazer ecoar novamente uma melodia profundamente ligada à memória afetiva e religiosa de Congonhas.
A homenagem também ganhou imagens
Durante a gravação, foi produzido um videoclipe do Hino ao Bom Jesus, que será lançado simultaneamente nas redes sociais do Coral Cidade dos Profetas, da Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos e da Prefeitura de Congonhas, em uma grande ação de promoção e valorização do Jubileu de Congonhas.
O videoclipe reúne música, fé, patrimônio e a força simbólica do Santuário para levar a emoção dessa tradição para além das montanhas de Minas. É uma forma de alcançar também aqueles que, mesmo distantes, carregam consigo a devoção ao Senhor Bom Jesus.
É para Congonhas que, todos os anos, entre 7 e 14 de setembro, convergem milhares de romeiros. São pessoas vindas de diferentes lugares, muitas delas repetindo caminhos percorridos por seus pais, avós e bisavós, movidas por promessas, agradecimentos, pedidos e pela fé.
Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial de Minas Gerais, o Jubileu permanece vivo justamente porque continua sendo vivido, sentido e transmitido de geração em geração.
Uma música guardada na memória de gerações
Presente há décadas na tradição religiosa de Congonhas, o Hino ao Bom Jesus tem sua letra atribuída ao redentorista mineiro José Brandão de Castro, que mais tarde se tornaria o primeiro bispo da Diocese de Propriá, em Sergipe, e música atribuída a Joaquim de Araújo Campos.
Seus versos tornaram-se parte da memória afetiva de gerações de devotos e peregrinos. Para a nova gravação, entretanto, havia um desafio: o grupo não dispunha de uma partitura completa preparada para a formação coral e orquestral idealizada para a homenagem.
A missão foi assumida pelo jovem cantor Bernardo Amâncio, integrante do Coral Cidade dos Profetas. A partir da melodia preservada pela tradição, Bernardo realizou o trabalho de transcrição e elaboração de um novo arranjo, desenvolvendo as partes vocais e instrumentais necessárias para a execução com orquestra.
O resultado transforma em um novo registro musical aquilo que encontrou, durante décadas, na memória, na fé e na voz do povo algumas de suas mais importantes formas de permanência.
Mais do que uma nova interpretação, o trabalho promove um encontro entre memória e futuro: entre aquilo que as gerações anteriores conservaram e aquilo que uma nova geração de músicos agora ajuda a perpetuar.
Fé e Festa: quando música, patrimônio e devoção se encontram
A gravação do Hino ao Bom Jesus integra as ações do projeto “Fé e Festa”, desenvolvido pelo Coral Cidade dos Profetas, ao longo de 2026, com patrocínio da CSN, com o propósito de revisitar e valorizar a musicalidade presente nas manifestações da fé popular e na formação da identidade cultural mineira.
Ao longo do ano, o projeto promove concertos, workshops, ensaios e aulas abertas, aproximando música, patrimônio, religiosidade e comunidade.
Em Congonhas, essa relação ganha uma dimensão singular. A cidade que guarda os Profetas de Aleijadinho e um dos mais importantes conjuntos do patrimônio cultural brasileiro guarda também um patrimônio que não está somente na pedra, na madeira ou na arquitetura. Está nas vozes, nas orações, nos gestos e na memória de seu povo.
Gravar o Hino ao Bom Jesus dentro da Basílica é, portanto, mais do que interpretar uma composição. É devolver à comunidade, em novas vozes e novos acordes, uma música que pertence à sua própria história.
Cada nota carrega um pouco da história de Congonhas.
Cada voz se soma às orações de gerações de peregrinos.
Cada acorde faz ecoar uma devoção que o tempo não apagou.
E quando, mais uma vez, milhares de romeiros seguirem pelas estradas e montanhas em direção à Cidade dos Profetas, que essa música também faça parte do caminho.
Que as vozes atravessem as montanhas de Minas.
Que o Hino encontre cada peregrino.
Que se renove a fé.
Que permaneça a tradição.
Viva o Senhor Bom Jesus de Matosinhos!
Viva o Jubileu de Congonhas!
















