Consórcio da Paz une estados contra o crime organizado
Consórcio da Paz une estados contra o crime organizado ao ser anunciado, nesta quinta-feira (30/10), em reunião no Rio de Janeiro que contou com a presença de sete governadores. A iniciativa prevê troca de inteligência, cessão de efetivos policiais e apoio financeiro entre os entes federados no enfrentamento ao crime organizado e às facções.
Consórcio da Paz une estados contra o crime organizado
O encontro foi convocado após a megaoperação Contenção das forças de segurança fluminenses contra o Comando Vermelho, realizada na terça-feira (28/10) nos complexos do Alemão e da Penha, zona norte da capital. A ação resultou na prisão de 81 suspeitos, entre eles o dirigente conhecido como Belão, além da apreensão de 93 fuzis — a maior da história recente da segurança pública brasileira, segundo as autoridades.
Participaram da reunião o anfitrião Cláudio Castro (RJ) e os governadores Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO), Jorginho Melo (SC), Eduardo Riedel (MS) e Tarcísio de Freitas (SP), além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. Todos manifestaram solidariedade à população carioca e concordaram em formalizar o Consórcio da Paz.
“Foi uma operação bem planejada e bem-sucedida. Fiz questão de vir ao Rio para parabenizar as polícias e reiterar que Minas estará disponível para cooperar”, afirmou Zema. A futura estrutura consorcial funcionará como um fórum permanente de governadores, permitindo o envio de tropas especializadas a estados sobrecarregados, a partilha em tempo real de dados de inteligência e a busca conjunta por recursos federais.
De acordo com Cláudio Castro, o próximo passo será a assinatura do protocolo de criação e a definição do estatuto. A expectativa é que todos os 26 estados e o Distrito Federal participem. Medidas como compra conjunta de equipamentos e treinamento integrado também estão em estudo. Reportagem da Agência Brasil destaca que o projeto se inspira em consórcios interestaduais já existentes nas áreas de saúde e meio ambiente.
Imagem: Internet
A megaoperação que motivou o encontro envolveu 1.500 agentes das Polícias Civil e Militar, apoio aéreo e blindados. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, os armamentos retirados de circulação representariam potencial de fogo capaz de abastecer facções em vários estados.
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Crédito da imagem: Governo do Estado do Rio de Janeiro / Divulgação















