ComBio apresenta projeto de biomassa em Belém e mira R$ 800 mi
ComBio desembarcou em Belém durante a COP30 para exibir seu modelo de caldeiras movidas a biomassa, solução que promete reduzir custos energéticos em até 60% e evitar a emissão de 700 mil toneladas de CO₂ por ano.
ComBio apresenta projeto de biomassa em Belém e mira R$ 800 mi
Fundada em 2008, a ComBio Energia aposta na substituição de caldeiras à gás ou óleo por equipamentos que queimam resíduos agrícolas e florestais, como caroço de açaí, casca de arroz, bagaço de cana e aparas de papel. A estratégia rende resultados expressivos: a companhia estima faturar R$ 800 milhões em 2025 e planeja triplicar de tamanho nos próximos cinco anos.
O modelo de negócio é baseado em contratos de 10 a 15 anos. Sem desembolsar capital, o cliente recebe a caldeira e só começa a pagar pelo vapor gerado após o início da operação. Cada projeto exige aportes de cerca de R$ 200 milhões, todos financiados pela própria ComBio, que conta com investimentos dos fundos SPX e Lightrock.
De acordo com Camila Albani, diretora de sustentabilidade, a obrigatoriedade de reduzir emissões diante da regulamentação do mercado de carbono cria um ambiente favorável para a expansão. Estudo da Agência Internacional de Energia indica que a descarbonização de processos térmicos é essencial para metas climáticas globais, reforçando a oportunidade.
Atualmente, a empresa consome 1,2 milhão de toneladas de biomassa por ano e já evitou a liberação de 3,9 milhões de toneladas de CO₂ desde a fundação. Entre os dez clientes atendidos figuram Klabin, CBA, Rhodia e Cervejaria Petrópolis, com unidades operando de Barcarena (PA) a Balsa Nova (PR). A companhia também desenvolve uma caldeira elétrica voltada a indústrias de menor porte.

Imagem: Estadão Cteúdo
Durante a COP30, os executivos organizam debates sobre transição energética na “Casa ComBio”, instalada na Ilha do Combu, reforçando a visibilidade da marca em meio às discussões climáticas.
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Crédito da imagem: Reprodução















