Oi (OIBR3) entra em estado falimentar e quer manter serviços
Oi (OIBR3) entra em estado falimentar e quer manter serviços — A Gestão Judicial da tele afirmou à 7ª Vara Empresarial do Rio que a companhia não consegue mais cumprir o plano de recuperação nem pagar credores, apontando colapso financeiro irreversível.
Oi (OIBR3) entra em estado falimentar e quer manter serviços
No documento protocolado em 7 de novembro de 2025, os administradores informam que a Oi opera com receitas mensais insuficientes para arcar com despesas básicas. A margem bruta, negativa desde janeiro, despencou de –10% para –135% em outubro, evidenciando a deterioração das finanças da operadora.
Além do descumprimento do plano de recuperação judicial, o passivo extraconcursal — dívidas contraídas após o início do processo — alcançou aproximadamente R$ 1,7 bilhão junto a fornecedores. Segundo a manifestação, litígios crescentes e a perda de confiança do mercado inviabilizam qualquer tentativa de reestruturação.
Apesar de reconhecer o estado falimentar, a Gestão Judicial pediu que uma eventual decretação de falência seja acompanhada da continuidade provisória das atividades. O objetivo é preservar a prestação de serviços públicos e privados considerados essenciais.
Atualmente, a companhia mantém mais de 4,6 mil contratos com órgãos públicos e cerca de 10 mil contratos privados. Entre eles estão a conectividade das 13 mil lotéricas da Caixa Econômica Federal, redes de comunicação do Comando da Aeronáutica (Cindacta), telefones públicos e linhas de emergência de números tridígitos.
No pedido, os administradores citam precedentes do Superior Tribunal de Justiça que autorizam a manutenção temporária de empresas falidas quando a interrupção ameaça serviços essenciais à coletividade. Segundo o parecer, o encerramento abrupto das operações da Oi poderia provocar um “colapso nacional” em setores críticos de telecomunicações.

Imagem: Kaype Abreu
O Juízo da 7ª Vara Empresarial ainda não se pronunciou sobre a solicitação. Credores e fornecedores aguardam definição sobre o futuro da operadora, que já soma duas recuperações judiciais desde 2016.
Em meio à incerteza, a Oi segue operando e espera uma decisão que permita a continuidade dos serviços enquanto se estrutura a liquidação de ativos ou eventual venda de operações.
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Crédito da imagem: REUTERS/Paulo Whitaker
















