Chuva coronal: por que plasma cai de volta ao Sol
Chuva coronal: por que plasma cai de volta ao Sol é a expressão usada para descrever a queda de gás eletricamente carregado, superaquecido a milhões de graus Celsius, que retorna à superfície solar em velocidades de até 200 mil quilômetros por hora.
Chuva coronal: por que plasma cai de volta ao Sol
O que é a chuva coronal
A chuva coronal ocorre na coroa, a atmosfera externa do Sol, cuja temperatura supera em milhões de graus a da fotosfera, estimada em 5.500 °C. Nessas regiões, intensos campos magnéticos formam arcos gigantescos que conduzem o plasma superaquecido.
Etapas da precipitação de plasma
De acordo com a NASA, o processo começa com o aquecimento localizado na base de cada arco magnético, os chamados pontos de pé. O calor faz o plasma evaporar e subir rapidamente.
Longe dessa fonte de energia, o gás esfria de forma abrupta, gerando um desequilíbrio térmico. O resultado é a condensação do plasma em “gotas” densas que perdem suporte magnético e são puxadas pela gravidade solar. O retorno à superfície se dá em velocidades supersônicas, atingindo até 200.000 km/h.
Termostato cósmico e mistério do aquecimento coronal
Estudar essas cascatas de plasma ajuda a elucidar o chamado problema do aquecimento coronal: por que a coroa é tão mais quente que a superfície visível do Sol. Como a chuva coronal marca exatamente onde a energia é depositada nos arcos magnéticos, ela funciona como um “termômetro” que permite testar modelos sobre a distribuição de calor na atmosfera solar.

Imagem: NASA
Com observações cada vez mais precisas, principalmente desde o registro de 2025, pesquisadores identificam a chuva coronal como parte regular do ciclo de atividade magnética da estrela, oferecendo pistas valiosas sobre o comportamento do nosso astro.
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Crédito da imagem: NASA















