Câncer de próstata: rastreio precoce é foco do Novembro Azul
Câncer de próstata apresenta índices de cura próximos a 98% quando diagnosticado em fase inicial, alerta o Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), referência em oncologia da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Câncer de próstata: rastreio precoce é foco do Novembro Azul
Exemplo disso é o aposentado Júlio César Siqueira da Silva, 60 anos. Sem sintomas aparentes, ele resolveu fazer exames de rotina após anos sem visitar um médico. O PSA, que estava em 60 ng/mL, confirmou a gravidade do quadro. “Não sentia nada. Após a cirurgia, o PSA caiu para 1 e agora faço radioterapia para concluir o tratamento”, relatou.
Somente em 2023, o HAC registrou cerca de 1,3 mil atendimentos ambulatoriais e 128 cirurgias para câncer de próstata. Até outubro de 2024, já são 1,2 mil consultas e 126 procedimentos cirúrgicos, números que reforçam a necessidade do rastreio regular.
Doença silenciosa exige exames preventivos
O urologista Diego Zille explica que o tumor costuma surgir na zona periférica da próstata e raramente provoca sintomas iniciais. “Quando surgem sinais, como dor pélvica ou óssea e sangramento urinário, o estágio já costuma ser avançado”, destaca. A recomendação é iniciar a dosagem de PSA e o toque retal aos 50 anos, ou aos 45 para homens com fatores de risco.
Estilo de vida e fatores de risco
Idade superior a 65 anos, histórico familiar, sedentarismo, obesidade, tabagismo e alimentação rica em gordura animal elevam o risco de câncer de próstata. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), disponível em inca.gov.br, homens negros e pardos também apresentam maior incidência da doença.
Mudanças como dieta equilibrada, prática regular de atividades físicas e abandono do cigarro ajudam a reduzir a probabilidade de adoecimento. “Quando o tumor está restrito à próstata, a sobrevida em cinco anos chega a 100%”, reforça Zille.

Imagem: Internet
Novembro Azul reforça cuidado integral
Mais que alertar para o câncer de próstata, a campanha chama atenção para a saúde masculina como um todo. “Durante as consultas avaliamos colesterol, diabetes e aspectos metabólicos. A prevenção precisa ser contínua”, acrescenta o médico.
Ao concluir o tratamento, Júlio César já planeja manter o acompanhamento anual. “Aprendi que a prevenção salva vidas”, afirma.
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Crédito da imagem: Aline de Castro















