Câncer de próstata: diagnóstico precoce salva vidas
Câncer de próstata: diagnóstico precoce salva vidas é o alerta reforçado neste Novembro Azul após o caso de Júlio César Siqueira da Silva, 60 anos, que descobriu o tumor em fase avançada depois de anos sem consultas médicas.
Câncer de próstata: diagnóstico precoce salva vidas
Paciente do Hospital Alberto Cavalcanti (HAC), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), Júlio César só buscou atendimento quando decidiu, por precaução, agendar uma consulta em seu posto de saúde. Mesmo sem sintomas, exames revelaram câncer de próstata com PSA de 60. A cirurgia reduziu o índice para 1; sessões de radioterapia devem concluir o tratamento.
Dados da unidade reforçam a urgência do rastreio: em 2023, o HAC registrou mais de 1,3 mil atendimentos ambulatoriais e 128 cirurgias de próstata. De janeiro a outubro de 2024, já foram 1,2 mil consultas e 126 procedimentos cirúrgicos.
Segundo o urologista Diego Zille, o tumor se desenvolve na zona periférica da próstata e costuma ser silencioso. “Quando aparecem sinais, como sangramento urinário, dor pélvica ou óssea, geralmente a doença já está avançada”, explica.
A idade é o principal fator de risco: homens acima de 65 anos respondem por 60% dos diagnósticos. Histórico familiar, dieta rica em gordura animal, obesidade, sedentarismo, tabagismo e exposição a pesticidas aumentam as chances de adoecimento. O médico destaca ainda maior incidência entre negros e pardos.
O especialista recomenda iniciar o acompanhamento com PSA e toque retal aos 50 anos, ou aos 45 para quem possui fatores de risco. Hábitos saudáveis — alimentação rica em frutas, verduras, legumes, peixes e grãos, prática regular de exercícios, controle de peso e abandono do cigarro — ajudam a reduzir a probabilidade de câncer. Quando o tumor é localizado, as taxas de cura chegam a 98% e a sobrevida em cinco anos é praticamente de 100%.

Imagem: Internet
Mais do que discutir apenas o câncer de próstata, o Novembro Azul defende um cuidado integral com a saúde masculina. “Muitas vezes identificamos diabetes ou distúrbios metabólicos nas consultas”, pontua Zille, reforçando a importância de combater preconceitos e manter acompanhamento médico regular.
Para aprofundar-se sobre prevenção, consulte o material do Instituto Nacional de Câncer (INCA), referência em oncologia no Brasil.
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Crédito da imagem: Aline de Castro















