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Bracelete egípcio desaparecido mobiliza busca global

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Bracelete egípcio desaparecido mobiliza busca global

Bracelete egípcio desaparecido de aproximadamente 3 000 anos, pertencente ao faraó Amenemope, sumiu do laboratório de restauração do Museu Egípcio, na Praça Tahrir, no Cairo, e desencadeou uma operação de alcance internacional para recuperá-lo.

Bracelete egípcio desaparecido mobiliza busca global

O Ministério das Antiguidades confirmou que a joia, composta por ouro e esferas de lápis-lazúli, estava prestes a seguir para Roma, onde integraria a exposição “Treasures of the Pharaohs” em outubro. A peça remonta ao reinado de Amenemope, que governou o Antigo Egito entre 993 e 984 a.C., e faz parte de um dos raros sepultamentos reais encontrados intactos.

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Após identificar o desaparecimento, a pasta acionou a polícia e divulgou a imagem do artefato a postos de controle em aeroportos, portos e fronteiras terrestres, numa tentativa de impedir qualquer tentativa de contrabando. Segundo o comunicado, a divulgação pública foi adiada para “preservar a integridade da investigação”, conduzida por um comitê especializado que agora revisa todos os itens guardados no laboratório.

O lápis-lazúli, pedra semipreciosa de tom azul intenso e pontos dourados, era altamente valorizado no Egito antigo por sua associação às divindades. De acordo com a Enciclopédia Britannica, a gema simbolizava poder e proteção, e registros sugerem que até Cleópatra teria usado seu pó como sombra para os olhos.

A integridade histórica do túmulo de Amenemope — descoberto em 1940 pelos egiptólogos franceses Pierre Montet e Georges Goyon, mas escavado somente após a Segunda Guerra — aumenta o valor do bracelete. Entre os objetos fúnebres achados, estava também uma máscara mortuária de ouro que retrata os traços do faraó.

O Egito já enfrenta precedentes de perdas de arte: um quadro de Vincent van Gogh, avaliado em US$ 55 milhões, foi levado duas vezes do Museu Mohamed Mahmoud Khalil, em 1977 e em 2010, e continua desaparecido. O episódio atual reacende o debate sobre a segurança dos acervos nacionais e a necessidade de sistemas de rastreamento mais rigorosos.

Autoridades egípcias pedem que qualquer informação sobre o paradeiro do bracelete seja comunicada imediatamente às forças de segurança. O público pode acompanhar os desdobramentos e outras notícias sobre patrimônio cultural na editoria Brasil do Minas Informa.

Crédito da imagem: Global News

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