BNDES libera R$ 4 bi para companhias aéreas em 2026
BNDES libera R$ 4 bi para companhias aéreas em 2026 ao formalizar, nesta segunda-feira (29), contrato com o Ministério de Portos e Aeroportos que destrava recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) destinados ao setor.
BNDES libera R$ 4 bi para companhias aéreas em 2026
Com o acordo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social passa a atuar como agente financeiro oficial do FNAC e espera receber os primeiros pedidos de empréstimo até março de 2026. O montante poderá financiar seis frentes estratégicas, entre elas a compra de aeronaves fabricadas no Brasil, manutenção de aviões e motores e aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF).
Como funcionará o financiamento
Os repasses do FNAC ao BNDES ocorrerão paulatinamente conforme aprovação do Comitê Gestor do Fundo, preservando a governança fiscal. As linhas de crédito terão juros entre 6,5% e 7,5% ao ano, conforme decisão do Conselho Monetário Nacional. O Decreto nº 12.293/2024 permite que o volume anual de recursos seja definido a cada exercício, garantindo flexibilidade à política pública.
Contrapartidas e metas ambientais
Para acessar o financiamento, as empresas precisarão comprovar compra de SAF capaz de reduzir emissões de CO₂ além da meta legal de 1 ponto percentual ao ano, até atingir 10%. Também será exigido aumento proporcional de voos para a Amazônia Legal e o Nordeste em relação a 2024, além da proibição de ampliar distribuição de lucros aos acionistas durante o período de carência.
Impacto para o setor aéreo
O ministro Silvio Costa Filho destacou que o crédito chega após o setor enfrentar forte crise na pandemia. “Iniciamos 2026 com condições de fortalecer as companhias, ampliar frota e ofertar melhores serviços aos passageiros”, afirmou. A Secretaria Nacional de Aviação Civil vê o contrato como marco na consolidação do FNAC como instrumento permanente de financiamento, aumentando a resiliência das empresas frente a ciclos econômicos.

Imagem: Freepik
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