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Bancos centrais devem adotar criptomoedas, diz Campos Neto

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Bancos centrais devem adotar criptomoedas, diz Campos Neto

Bancos centrais devem adotar criptomoedas, diz Campos Neto foi a mensagem do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante a Digital Assets Conference 2025, realizada na última terça-feira (23). Para o atual chefe global de políticas públicas do Nubank, integrar os ativos digitais ao sistema financeiro tradicional é mais eficaz do que tentar excluí-los.

Tokenização do real e marco regulatório dos EUA impulsionam debate

Campos Neto citou o Drex — versão digital do real — como exemplo de aproximação entre bancos centrais e criptomoedas. Ele lembrou que o projeto, iniciado sob sua gestão no BC, busca tokenizar a moeda nacional e permitir liquidações mais rápidas e baratas.

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No cenário internacional, o executivo destacou o Genius Act, primeira lei federal norte-americana a definir regras para emissão e lastro de stablecoins. “Agora a tokenização deve acelerar; faltava regulamentação”, afirmou.

Real World Assets ganham força

A adoção de Real World Assets (RWAs) — criptomoedas atreladas a ativos do mundo real — foi apontada como tendência. Segundo Campos Neto, o movimento aumenta a segurança dos investidores e facilita a supervisão das autoridades monetárias.

Ethereum se beneficia do novo ambiente

Danielle Seyffert, especialista em cripto citada no evento, observou que o Banco Internacional de Compensações já monitora plataformas como o Ethereum, usado por grandes gestoras para desenvolver aplicações tokenizadas. Desde janeiro, o ETH acumula valorização de 18% e pode, segundo a analista, atingir US$ 7 mil até dezembro.

Estratégias automatizadas ampliam acesso ao mercado

Seyffert também apresentou a Axyon, ferramenta que opera comprando ou vendendo criptomoedas conforme sinais do mercado. Em testes entre outubro de 2024 e setembro de 2025, a estratégia rendeu 473,14%, superando o bitcoin em seis vezes, segundo os dados divulgados na conferência.

Para Campos Neto, a combinação de regulamentação, tokenização e inovação automatizada sinaliza que “o caminho mais seguro para os bancos centrais é aderir, e não resistir, às criptomoedas”.

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Crédito da imagem: Divulgação/Montagem feita com Canva

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