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Ataques de ursos no Japão crescem e já deixam mortos

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Ataques de ursos no Japão crescem e já deixam mortos

Ataques de ursos no Japão registram forte aumento em 2025, com pelo menos cinco mortes confirmadas e novos casos sob investigação, informam autoridades locais.

Ataques de ursos no Japão crescem e já deixam mortos

Na sexta-feira (10), um homem de aproximadamente 70 anos, desaparecido após sair para colher cogumelos em Iwate, foi encontrado morto com marcas de garras. Dois dias depois, na província de Nagano, o corpo de um idoso de 78 anos exibindo ferimentos compatíveis com ataque de urso reforçou o alerta.

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Na mesma região de Iwate, policiais já haviam localizado, na quarta-feira (8), outro homem decapitado, também em circunstâncias atribuídas ao animal. A série de ocorrências inclui ainda a morte de uma mulher de 70 anos na província de Miyagi e o desaparecimento de uma amiga que a acompanhava na coleta de cogumelos.

Além das fatalidades, pelo menos 108 pessoas ficaram feridas entre abril e setembro. Um incidente chamou atenção na última terça-feira: um urso de 1,4 m entrou em um supermercado em Numata, área urbana ao noroeste de Tóquio, ferindo dois clientes antes de vasculhar prateleiras de peixes, sushis e até amassar abacates. No domingo, uma turista espanhola foi atacada em um ponto de ônibus em Shirakawago, Gifu.

Fatores que explicam a escalada

Especialistas apontam combinação de climate change, diminuição da oferta natural de alimento e queda no número de caçadores profissionais — consequência do envelhecimento populacional — como fatores que empurram ursos-negros asiáticos e ursos-pardos de Hokkaido para áreas habitadas. Segundo a agência Reuters, esforços de conservação e o despovoamento rural também ampliam o território desses animais.

Caso os óbitos suspeitos sejam confirmados, 2025 poderá superar o recorde anual de mortes registrado em 2023, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente japonês.

Para reduzir riscos, autoridades recomendam evitar atividades solitárias em áreas florestais, portar sinos de alerta sonoro e manter distância ao avistar filhotes, pois a fêmea tende a reagir de forma agressiva.

Quer acompanhar a repercussão completa e saber como outros países lidam com desafios semelhantes? Visite nossa editoria de Brasil e continue informado.

Crédito da imagem: Kyodonews via ZUMA Press

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