Ataques do Irã elevam petróleo e fecham Estreito de Ormuz
Ataques do Irã elevam petróleo e fecham Estreito de Ormuz enquanto bombardeios dos Estados Unidos e de Israel continuam sem perspectiva de trégua, fazendo o Brent ultrapassar US$ 100 por barril e paralisando uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta.
Ataques do Irã elevam petróleo e fecham Estreito de Ormuz
Desde 28 de fevereiro, quando o conflito eclodiu, Teerã intensifica investidas contra navios e infraestrutura energética no Golfo Pérsico. A estratégia, segundo o presidente Masoud Pezeshkian, é impor “dor econômica” suficiente para forçar Washington e Tel Aviv a cessarem os bombardeios. Ele condiciona o fim das hostilidades a garantias de segurança e reparações internacionais.
Com a circulação praticamente estagnada no Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — a cotação do Brent avançou 9% nesta quinta-feira, alcançando US$ 100 e acumulando alta de 38% desde o início da guerra. Analistas temem que o preço volte aos picos de US$ 120 observados nos dias mais voláteis.
No front terrestre, o grupo Hezbollah, apoiado pelo Irã, lançou cerca de 200 foguetes do Líbano contra o norte de Israel durante a madrugada. Embora não haja relatos de vítimas graves, a intensidade do ataque obrigou moradores a se abrigarem. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, ameaçou ocupar território libanês caso Beirute não contenha o grupo.
O conflito já deslocou 3,2 milhões de iranianos, principalmente de Teerã rumo ao interior, informou a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR). No Líbano, 759 mil pessoas estão desabrigadas. Segundo a Organização das Nações Unidas, a escalada viola a resolução aprovada ontem pelo Conselho de Segurança.
Rumores de que os EUA possam atacar a ilha de Kharg, principal terminal petrolífero iraniano, levaram o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, a ameaçar que “o Golfo Pérsico correrá com o sangue dos invasores” caso ilhas iranianas sejam tomadas.
Os drones de Teerã também atingiram alvos civis e estratégicos em países vizinhos: um contêiner em Dubai pegou fogo, o aeroporto de Muharraq, no Bahrein, sofreu incêndio, e Kuwait City relatou danos em edifícios residenciais e no aeroporto internacional. Arábia Saudita, Emirados Árabes e Iraque acionaram sistemas de defesa, interrompendo operações portuárias e fechando agências bancárias estrangeiras.

Imagem: Internet
Enquanto isso, Washington mantém o discurso de “concluir o trabalho”. O ex-presidente Donald Trump declarou que o Irã estaria “virtualmente destruído”, mas autorizou novos ataques para neutralizar possíveis instalações nucleares, depois que Israel informou ter atingido um complexo em Teerã.
Com o impasse diplomático e a ameaça direta ao fluxo de energia, investidores monitoram cada movimento no Golfo Pérsico para avaliar riscos de abastecimento e novas pressões inflacionárias globais.
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Crédito da imagem: Global News















