Ataques aéreos dos EUA na Nigéria deixam vilarejo em pânico
Ataques aéreos dos EUA na Nigéria foram registrados na noite de quinta-feira (7) na comunidade de Jabo, estado de Sokoto, surpreendendo moradores que viram o céu ficar vermelho durante horas.
Ataques aéreos dos EUA na Nigéria deixam vilarejo em pânico
O presidente norte-americano, Donald Trump, informou que as Forças Armadas dos Estados Unidos atacaram um suposto campo do Estado Islâmico no noroeste nigeriano. A chancelaria da Nigéria confirmou ter compartilhado inteligência e coordenado a operação, classificada como “nova fase” do combate a grupos extremistas.
Relatos colhidos pela agência Associated Press indicam que o estrondo inicial foi confundido com a queda de um avião. “A luz era tão forte que parecia dia”, contou o agricultor Sanusi Madabo, 40 anos. Embora não haja registro de vítimas, a população relata pânico e incerteza sobre possíveis novos bombardeios.
O governo nigeriano não divulgou quantos pontos foram atingidos nem quem era o alvo específico. Analistas de segurança como Bulama Bukarti, do Tony Blair Institute, apontam que a ofensiva pode ter sido direcionada ao grupo Lakurawa, recém-identificado na crise de segurança local e ainda sem laços comprovados com o Estado Islâmico. “Quanto mais opaca a informação, maior o temor da comunidade”, alertou o especialista.
Em Jabo, líderes comunitários relatam destroços espalhados e curiosos recolhendo fragmentos metálicos em busca de valor comercial. O chefe local Aliyu Garba teme acidentes. Já a jovem Balira Saidu, 17 anos, diz que a expectativa por seu casamento deu lugar ao medo: “Não sei se ainda é seguro realizar a cerimônia aqui”.
O chanceler nigeriano, Yusuf Tuggar, declarou que novas ações conjuntas podem ocorrer. Para organizações internacionais, a transparência sobre alvos e resultados é essencial para reduzir tensões, conforme destaca reportagem da BBC.

Imagem: Ope Adetayo And Tunde Omolehin
Os ataques ocorrem em meio a debates entre Washington e Abuja sobre perseguição religiosa no país africano. Enquanto os EUA falam em “genocídio cristão”, autoridades locais reiteram que muçulmanos também sofrem com a violência de bandos armados.
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Crédito da imagem: Globalnews.ca















