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Ataque cibernético paralisa check-in em aeroportos europeus

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Ataque cibernético paralisa check-in em aeroportos europeus

Ataque cibernético paralisa check-in em aeroportos europeus e obrigou operações manuais de embarque neste sábado (19), afetando Heathrow, Bruxelas e Berlim, após invasão aos sistemas da fornecedora Collins Aerospace.

Ataque cibernético paralisa check-in em aeroportos europeus

O ataque cibernético em aeroportos teve como alvo o software MUSE, da Collins Aerospace, responsável por check-in automático, impressão de cartões de embarque e despacho de bagagens. A falha interrompeu temporariamente os serviços eletrônicos, gerando atrasos pontuais e cancelamentos limitados.

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O Aeroporto de Bruxelas relatou “grande impacto inicial”, com nove voos cancelados, quatro redirecionados e 15 atrasos superiores a uma hora até o meio-dia. Em Berlim, o Brandenburg desconectou sistemas afetados, evitando cancelamentos imediatos, mas alertou para possíveis mudanças ao longo do dia. Já Heathrow, o mais movimentado da Europa, falou em impacto “mínimo”, sem divulgar números de voos atrasados.

Especialistas classificaram a ação como “muito sofisticada”. O analista de viagens Paul Charles disse estar “chocado” pelo fato de um dos maiores nomes da aviação e defesa ser vulnerável. Para Charlotte Wilson, da empresa de cibersegurança Check Point, o incidente comprova a fragilidade da indústria diante de plataformas terceirizadas usadas por múltiplas companhias aéreas e aeroportos.

James Davenport, professor da Universidade de Bath, afirmou à Reuters que, até o momento, o ataque se assemelha mais a vandalismo do que a extorsão, mas reforçou que “detalhes adicionais podem mudar esse cenário”. Não há confirmação sobre autoria, e investigações consideram desde hackers independentes até grupos estatais.

Passageiros relataram longas filas. Em Heathrow, a britânica Maria Casey levou três horas para despachar a mochila antes de voar para a Tailândia: “Escreveram as etiquetas à mão; só dois balcões estavam abertos”, reclamou.

Em nota, a Collins Aerospace, subsidiária da RTX Corp., afirmou trabalhar “24 horas para restaurar a plena funcionalidade” e destacou que as companhias ainda podem operar em modo manual.

Os aeroportos pedem que viajantes consultem o status do voo antes de se deslocarem e pedem desculpas pelos transtornos.

No médio prazo, especialistas alertam que o setor aéreo precisa reforçar defesas digitais e diversificar fornecedores para reduzir riscos, especialmente diante do crescente interesse de criminosos em alvos de alta visibilidade.

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Crédito da imagem: Globalnews.ca

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