Asteróide Apophis será visível a olho nu em abril de 2029
Asteróide Apophis será visível a olho nu em abril de 2029, fenômeno que permitirá que mais de dois bilhões de pessoas na África e na Europa avistem o corpo celeste sem auxílio de telescópios.
Asteróide Apophis será visível a olho nu em abril de 2029
O asteroide Apophis, oficialmente catalogado como 99942, mede cerca de 340 metros — tamanho comparável ao da Torre Eiffel — e fará sua maior aproximação da Terra em 13 de abril de 2029, a apenas 30 mil quilômetros da superfície, distância inferior à de alguns satélites geoestacionários. Essa passagem tão próxima de um objeto com esse porte ocorre, segundo estimativas, uma vez a cada 7,5 mil anos.
Durante o sobrevoo, o Apophis deverá alcançar brilho semelhante às estrelas da constelação de Ursa Maior, tornando-se o primeiro asteroide potencialmente perigoso visível a olho nu. A informação foi destacada por Richard Binzel, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e criador da Escala de Risco de Impacto de Torino, durante o Europlanet Science Congress 2025, realizado em Helsinque.
Descoberto em 2004, o Apophis chegou a registrar 2,7% de chance de colisão — nível 4 na escala Torino, o maior já atribuído a um objeto próximo. Observações realizadas ao longo de duas décadas reduziram a probabilidade a zero para os próximos 100 anos, retirando o asteroide da lista de riscos.
A aproximação provocará mudanças significativas na órbita e na rotação do corpo rochoso, que pode migrar da classe Aten para a classe Apollo. Binzel afirma que o evento é seguro, mas oferece oportunidade única para estudos de defesa planetária.
A NASA redirecionará a sonda utilizada na missão OSIRIS-REx para mapear a superfície e monitorar a rotação do Apophis antes, durante e depois do encontro. Já a Agência Espacial Europeia (ESA) propôs a missão RAMSES, que deve lançar CubeSats para medir possíveis ondas sísmicas e coletar dados de poeira levantada pela gravidade terrestre.
Imagem: Internet
Especialistas ressaltam que, em seis décadas de ciência planetária, apenas a Lua e Marte tiveram sismicidade registrada in loco. O Apophis, portanto, pode abrir caminho para a terceira medição do tipo, contribuindo para estratégias futuras de proteção contra ameaças reais.
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Crédito da imagem: ESA / NASA















