Anistia do 8 de Janeiro avança com urgência na Câmara
Anistia do 8 de Janeiro avança com urgência na Câmara após o plenário aprovar, por 311 votos a 163 e 7 abstenções, o requerimento que acelera a tramitação do Projeto de Lei 2162/23, apresentado por parlamentares aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Anistia do 8 de Janeiro avança com urgência na Câmara
A votação, concluída na noite de quarta-feira (17), contou com apoio massivo das bancadas do PL, União Brasil, PP e PSD. O PL registrou 85 votos favoráveis, com apenas três dissidências, reforçando o interesse de Bolsonaro em estender o perdão aos investigados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
Entre as siglas do Centrão, o União Brasil liderou com 49 votos “sim”, seguido pelo PP, que entregou 43 apoios. No PSD, 28 deputados votaram a favor e 12 contra, enquanto o líder da legenda, Antônio Brito (BA), não votou.
O MDB orientou voto contrário, defendendo uma alternativa que apenas reduzisse as penas impostas pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda assim, o partido registrou 21 votos pró-anistia, 14 contrários e duas abstenções. Já siglas de oposição à proposta tentaram barrar a urgência, mas não alcançaram votos suficientes.
De acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), um relator será escolhido nesta quinta-feira (18) para elaborar texto que possa reunir “maioria ampla” em torno de um ponto de equilíbrio sobre os acontecimentos de 8 de janeiro. “Há visões distintas e interesses divergentes, caberá ao Plenário decidir”, afirmou Motta.
O andamento acelerado significa que o projeto poderá ser votado diretamente no plenário, sem passar por comissões temáticas. Conforme detalhado pelo Estadão, a expectativa de lideranças governistas é negociar alterações que limitem o alcance da anistia ou suavizem penas, evitando novo desgaste político.
Imagem: Bruno Spada
No Senado, senadores já sinalizam cautela, indicando que qualquer texto aprovado na Câmara será analisado com atenção. Até lá, movimentos favoráveis e contrários à anistia prometem intensificar pressões sobre deputados.
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Crédito da imagem: Bruno Spada / Câmara dos Deputados















