Assédio a Claudia Sheinbaum: homem preso na Cidade do México
Assédio a Claudia Sheinbaum: homem preso na Cidade do México marca a primeira ação judicial da presidente contra violência de gênero após ser apalpada por um desconhecido enquanto conversava com cidadãos na capital mexicana.
Assédio a Claudia Sheinbaum: homem preso na Cidade do México
A agressão ocorreu na terça-feira (1º) quando Claudia Sheinbaum retornava, a pé, do Ministério da Educação para o Palácio Nacional. Imagens gravadas mostram um homem aproximando-se por trás, tentando beijar o pescoço da presidente e passando as mãos por seu corpo. Sheinbaum reagiu de imediato, imobilizando as mãos do agressor até que um segurança o afastasse.
No dia seguinte, em sua coletiva diária, a líder mexicana confirmou ter registrado queixa-crime. Ela explicou que a decisão foi motivada pela responsabilidade de mostrar às vítimas que o assédio não deve ser tolerado. “Se fazem isso com a presidente, o que podem fazer com as jovens do nosso país?”, alertou.
Segundo Sheinbaum, o homem — visivelmente alcoolizado e sob efeito de drogas — continuou importunando outras mulheres na mesma rua antes de ser detido. A Procuradoria da Cidade do México o indiciou por assédio sexual e lesão contra a dignidade da pessoa.
A presidente também cobrou que estados revisem legislações e rotinas policiais para simplificar denúncias de violência de gênero. Dados da ONU apontam que mais de um terço das mexicanas já sofreu algum tipo de assédio em espaços públicos, cenário que reforça a urgência de políticas protetivas.
Em apoio, a prefeita da capital, Clara Brugada, afirmou nas redes que “atacar a presidente é atacar todas as mulheres”, comprometendo-se a não tolerar novos casos de misoginia. Apesar das críticas à sua segurança, Sheinbaum disse que manterá o contato próximo com a população e justificou o trajeto a pé como forma de ganhar tempo em comparação ao deslocamento de carro.

Imagem: Rachel Goodman Global
A repercussão ressoou entre trabalhadoras da Cidade do México. Andrea González Martínez, 27, relatou ter sido assediada em transportes públicos e até seguida até em casa. A colega Carmen Maldonado Castillo, 43, lamentou a rotina de medo: “Não podemos andar livres na rua”.
Sheinbaum encerrou a coletiva dizendo que o processo criminal pretende, sobretudo, “enviar um não claro e alto” a qualquer violação do espaço feminino. O caso reacende o debate sobre a segurança de personalidades públicas e, principalmente, sobre a proteção de milhões de mulheres mexicanas.
No Brasil, episódios semelhantes reforçam a importância da denúncia. Para acompanhar análises e notícias relacionadas, visite nossa seção Brasil e continue informado.
Crédito da imagem: AP Photo/Marco Ugarte















