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Artemis 2: principais diferenças em relação ao Apollo

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Artemis 2: principais diferenças em relação ao Apollo

Artemis 2: principais diferenças em relação ao Apollo será o próximo grande passo da NASA rumo à Lua, com lançamento previsto para a janela que se abre em 6 de fevereiro. A missão não pousará no satélite, mas dará uma volta completa nele para validar sistemas que permitirão o retorno humano à superfície lunar em 2028.

Artemis 2: principais diferenças em relação ao Apollo

A tripulação da Artemis 2 terá quatro astronautas, incluindo a primeira mulher e o primeiro homem negro designados a uma viagem lunar. Esse avanço de representatividade contrasta com a era Apollo (1969-1972), quando doze homens brancos caminharam na Lua.

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Objetivos a longo prazo

Enquanto a corrida espacial da Guerra Fria impulsionou a Apollo com a meta única de “chegar primeiro”, o Programa Artemis tem foco na construção de uma presença sustentável. A estratégia inclui a estação orbital lunar Gateway, que servirá de apoio logístico e científico para pousos repetidos e, futuramente, missões a Marte.

Evolução tecnológica e orçamentos

O foguete Saturno V, usado na Apollo, tinha 110 m de altura e quase três mil toneladas. Já o Space Launch System (SLS) da Artemis 2 possui 98 m, 2,6 mil toneladas e integra eletrônica digital de última geração, navegação avançada e compatibilidade internacional. De acordo com o Office of Inspector General da NASA, o novo programa deve custar cerca de US$ 93 bilhões até o fim de 2025, contra os US$ 107 bilhões (à época) gastos com a Apollo.

Alcance lunar ampliado

Outra mudança crucial é o alvo geográfico. As missões Apollo exploraram áreas próximas ao equador lunar. A Artemis pretende alcançar o polo sul, onde há indícios de gelo em crateras sombreadas, recurso que poderá ser convertido em água potável e combustível.

Cooperação internacional

Ao contrário da Apollo, restrita aos Estados Unidos, a Artemis 2 é conduzida em parceria com agências como ESA, JAXA e CSA, além de empresas privadas. Esse modelo colaborativo é visto como fundamental para reduzir custos, acelerar inovações e criar padrões globais de exploração.

Com lançamento dependente de um teste crucial em 2 de fevereiro, Artemis 2 representa não apenas o retorno humano à órbita lunar, mas o início de uma era de ocupação permanente do satélite. Se a Apollo demonstrou que podíamos chegar lá, a Artemis quer provar que podemos permanecer.

Para acompanhar outras coberturas sobre ciência e tecnologia, visite nossa editoria BRASIL e fique por dentro das próximas etapas do programa.

Crédito da imagem: NASA/DIVULGAÇÃO

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