Apagões da Amazon: empresa admite falhas e marca reunião
Apagões da Amazon motivaram uma convocação extraordinária da direção de tecnologia para esta terça-feira (10), após sucessivas interrupções que deixaram usuários sem acesso por até seis horas na semana passada nos Estados Unidos.
Apagões da Amazon: empresa admite falhas e marca reunião
No comunicado interno obtido pela CNBC, Dave Treadwell, vice-presidente sênior da eCommerce Foundation, reconhece que “a disponibilidade do site e da infraestrutura relacionada não tem sido boa ultimamente”. O executivo alertou as equipes de varejo de que a reunião semanal “This Week in Stores Tech” será inteiramente dedicada a analisar “incidentes de Severidade 1”, o nível mais crítico de falha operacional.
Os problemas recentes somam-se a episódios de 2023: em outubro, falhas globais atingiram centenas de serviços; em dezembro, dois apagões na AWS, um deles de 13 horas, afetaram plataformas no mundo todo. Embora a divisão de nuvem continue no radar, os casos da AWS ficarão fora da pauta de hoje; o foco será o site de varejo, segundo Treadwell.
De acordo com o memorando interno, mudanças de código geradas ou assistidas por ferramentas de inteligência artificial podem ter contribuído para as interrupções registradas desde o terceiro trimestre de 2023. A pressa para acelerar implantações, sem salvaguardas robustas, abriu brechas consideradas inseguras.
Para conter novas falhas, a companhia estabelecerá:
– Revisão obrigatória por engenheiros seniores em todo código criado ou alterado com suporte de IA, principalmente quando o autor for um profissional júnior;
– Barreiras temporárias no processo de atualização de sistemas críticos, adicionando uma etapa extra de verificação;
– Salvaguardas automatizadas e controles proativos permanentes para monitorar mudanças em tempo real.

Imagem: Maximumm
As medidas chegam em meio ao maior ciclo de investimentos da história da big tech. No último relatório financeiro, a Amazon projetou gastar US$ 200 bilhões em infraestrutura de IA ainda neste ano. Paralelamente, a gigante segue cortando custos: em janeiro, cerca de 16 mil funcionários corporativos foram demitidos.
Ao admitir as falhas, a administração quer restaurar a confiança de consumidores e parceiros antes de datas estratégicas do varejo. A expectativa é que os primeiros reforços de segurança estejam operacionais nas próximas semanas, reduzindo a chance de novos apagões.
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Crédito da imagem: Maximumm/Shutterstock















