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Americanas AMER3 eleva caixa em 46% e vê clientes recuarem

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Americanas AMER3 eleva caixa em 46% e vê clientes recuarem

Americanas AMER3 eleva caixa em 46% e vê clientes recuarem ao encerrar 2025 com R$ 942 milhões em disponibilidade, segundo relatório mensal divulgado nesta terça-feira (27).

Caixa cresce apesar da retração na base de consumidores

Em recuperação judicial, a Americanas (AMER3) registrou expansão de 46% no caixa frente a janeiro de 2025. O avanço, porém, veio acompanhado de nova redução no número de clientes ativos, que passou de 41,71 milhões em novembro para 40,83 milhões em dezembro. Na comparação com o pico de abril, quando a varejista somava 47,9 milhões de consumidores, a queda é de quase 15%.

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O movimento de retração se estende por oito meses consecutivos. A companhia atribui o cenário à sazonalidade do varejo e ao seu plano de transformação, que prevê ajustes de curto e médio prazos, como fechamento de unidades, otimização de áreas de venda e eventuais aberturas.

Rede encolhe, mas tende à estabilidade

O parque de lojas da Americanas terminou dezembro com 1.470 unidades, uma a menos que em novembro e 171 a menos que no início de 2025. Embora o corte tenha ocorrido em todos os meses do ano, a varejista sinalizou estabilização no quarto trimestre, mantendo praticamente o mesmo nível entre outubro (1.472), novembro (1.471) e dezembro.

Mesmo em meio às incertezas, as ações AMER3 fecharam a sessão em alta de 4,66%, cotadas a R$ 5,62. Para analistas consultados pela Reuters, o fôlego no caixa pode ajudar a companhia a atravessar o processo de reestruturação, mas a retomada da base de clientes será decisiva para sustentar a geração de receita.

Perspectivas para 2026

A administração reforçou que seguirá avaliando a performance de cada ponto de venda e ajustando a operação “com foco na rentabilidade”. Investidores, por sua vez, monitoram o andamento da recuperação judicial e a capacidade da empresa de reconquistar consumidores em um mercado cada vez mais competitivo.

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Crédito da imagem: Money Times/ Renan Dantas

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