Ambipar AMBP3 sobe 26% após Justiça prorrogar cautelar
Ambipar AMBP3 sobe 26% após Justiça prorrogar cautelar na manhã desta segunda-feira (27), negociada a R$ 0,32 por volta das 10h55, impulsionada pela decisão da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que manteve suspensas, por tempo indeterminado, execuções e cobranças contra o grupo ambiental.
Decisão judicial garante fôlego à companhia
A extensão da medida cautelar foi comunicada na noite de sexta-feira (24) por fato relevante. O Juízo definiu que os pagamentos seguirão paralisados até que sejam esclarecidos pontos essenciais para a análise do pedido de recuperação judicial (RJ) apresentado no Brasil e nos Estados Unidos. Na prática, a prorrogação evita bloqueios de recursos e preserva caixa enquanto a empresa elabora seu plano de reestruturação.
Oscilação acentuada reflete baixo preço do papel
Analistas lembram que movimentos expressivos são comuns em ações cotadas a centavos: variação de apenas R$ 0,01 em um papel de R$ 0,10 corresponde a 10% de oscilação. Apesar da alta de hoje, o histórico recente de AMBP3 permanece volátil e sujeito a novos ajustes conforme o andamento do processo judicial.
Credores contestam foro escolhido
Instituições como Banco ABC Brasil, Bradesco, Banco do Brasil, Santander, Sumitomo Mitsui e Itaú Unibanco alegam “forum shopping”. Segundo petição apresentada, a Ambipar passou a exibir endereço no Rio de Janeiro somente em setembro, semanas antes da primeira cautelar. Os credores defendem que o centro decisório do grupo está em São Paulo e Nova Odessa.
Empresa aponta relevância econômica no Rio
No pedido de RJ, a Ambipar afirma que a competência deve considerar o local de maior geração de receita. A companhia destaca que suas subsidiárias ligadas a meio ambiente e resposta a emergências — atividades fundamentais para operações de petróleo nas bacias de Campos e Santos — estão sediadas no estado fluminense.
Endividamento e críticas ao caminho judicial
Levantamento do Brazil Journal indica que a maior parte da dívida corresponde a bonds no exterior. Internamente, debêntures somam cerca de R$ 3 bilhões e bancos concentram outros R$ 2 bilhões, sendo o Santander o maior credor individual, com R$ 663 milhões. Gestores ouvidos avaliam que a opção pela RJ, e não por acordo extrajudicial, pode expor a empresa à perda de contratos, já que parte dos ativos foi vendida e hoje é alugada, reduzindo a barreira de substituição.
Imagem: Equipe Mey Times
Mesmo com questionamentos, bancos sinalizam baixo impacto por conta da pulverização dos créditos, já contemplada em provisões.
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Crédito da imagem: Divulgação













