Alliança Saúde prorroga aumento de capital de R$ 797 mi
Alliança Saúde prorroga aumento de capital de R$ 797 mi logo após decisão do conselho que estendeu o prazo para os acionistas exercerem o direito de preferência na subscrição das novas ações, mantendo inalterado o valor da oferta aprovado em dezembro de 2025.
Alliança Saúde prorroga aumento de capital de R$ 797 mi
A Alliança Saúde e Participações (AARL3) comunicou nesta quinta-feira (15) que o período de preferência para o aumento de capital de R$ 797,3 milhões ficará aberto por mais tempo. A companhia, em processo de reestruturação financeira, não divulgou a nova data-limite, mas informou que pretende garantir igualdade de condições a todos os seus sócios, em meio a um mercado cauteloso para novos aportes.
Segundo o fato relevante, a prorrogação atende a pedidos de investidores que ainda avaliam a injeção de recursos para preservar participação acionária. Movimentos semelhantes costumam ocorrer quando o apetite por risco diminui ou quando há incertezas sobre a situação do controlador.
O principal acionista, o empresário Nelson Tanure, enfrenta investigações simultâneas. Na quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu seu celular durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, que mira supostos desvios ligados ao Banco Master. De acordo com reportagem do UOL, empréstimos de aproximadamente R$ 720 milhões obtidos pela Lormont Participações, sociedade de Tanure que detém 46,2% da Alliança, teriam irrigado fundos da Reag, investigada na Operação Carbono Oculto e liquidada pelo Banco Central.
Paralelamente, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) reabriu um processo sancionador que apura possíveis irregularidades na oferta pública de aquisição (OPA) realizada há dois anos e meio, operação que consolidou o controle de Tanure sobre a então Alliar. A autarquia questiona o intervalo entre a mudança de controle e o protocolo da oferta, além da atuação do FIP Fonte de Saúde Multiestratégia e da MAM Asset Management, ligada ao Banco Master.
A CVM também investiga eventual manipulação de mercado nas ações da Ambipar (AMBP3), após alta de mais de 800% em 2024, supostamente com participação coordenada de fundos associados a Tanure. Pressões de liquidez se intensificaram: o empresário renegociou R$ 1,2 bilhão referentes à compra da Ligga Telecom, perdeu o controle da Emae ao não honrar uma debênture de R$ 520 milhões e vendeu, segundo a Bloomberg, sua fatia de 20% na PRIO para quitar dívidas.

Imagem: Vitor Azevedo
No caso da Alliança Saúde, o reforço de caixa pretende reduzir alavancagem, sustentar investimentos hospitalares e afastar riscos de curto prazo. A administração ressalta que, encerrada a etapa de preferência, quaisquer sobras poderão ser ofertadas a investidores institucionais.
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Crédito da imagem: Divulgação















