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EUA e Irã atacam infraestruturas e tensões disparam

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EUA e Irã atacam infraestruturas e tensões disparam

EUA e Irã atacam infraestruturas e tensões disparam. O confronto ganhou um novo patamar nesta sexta-feira (17) quando forças norte-americanas atingiram cinco pontes no sul do Irã e Teerã retaliou contra uma usina de energia e dessalinização no Kuwait, ampliando o temor de escalada no Oriente Médio.

EUA e Irã atacam infraestruturas e tensões disparam

Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, os bombardeios tiveram como alvo “infraestrutura logística militar” iraniana, marcando a sétima noite consecutiva de ataques. Imagens verificadas mostram escombros e um veículo destruído em Bandar Khamir, onde sete pessoas morreram após a destruição de pontes e danos a uma estação ferroviária.

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Em resposta, a mídia estatal iraniana relatou o disparo de mísseis de cruzeiro contra um navio norte-americano no norte do Oceano Índico e ataques de drones que atingiram instalações militares do Kuwait. O Exército kuwaitiano confirmou danos materiais e interrupção em várias unidades de geração de eletricidade, mas sem vítimas civis.

No mar, a tensão também cresceu. Fuzileiros dos EUA abordaram um petroleiro perto do Estreito de Ormuz, enquanto homens armados apreenderam outra embarcação na foz do Mar Vermelho, segundo autoridades americanas. A agência semioficial Tasnim informou que a Guarda Revolucionária atingiu um navio com bandeira tailandesa que tentava atravessar o estreito.

O impacto imediato refletiu nos mercados: o Brent avançou 3%, acumulando a terceira semana seguida de alta e pressionando politicamente o presidente Donald Trump a poucos meses das eleições legislativas. Trump ameaçou novos bombardeios de larga escala e não descartou incursões terrestres em ilhas iranianas.

Do lado iraniano, o assessor do líder supremo, Mohsen Rezaei, advertiu que Teerã partirá “para operações ofensivas em grande escala” caso os ataques persistam. A preocupação também chegou à ONU. O secretário-geral António Guterres, por meio de seu porta-voz, condenou os ataques a instalações civis e pediu contenção das partes, conforme nota divulgada no site oficial das Nações Unidas.

A trégua firmada no mês passado ruiu em 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz e Washington reagiu com bombardeios. Desde então, Teerã declarou o estreito fechado e os EUA restabeleceram bloqueio aos portos iranianos, acirrando o risco de interrupção prolongada no abastecimento global de energia.

Os próximos dias serão decisivos para medir até onde irá a escalada entre EUA e Irã. Enquanto diplomatas buscam reabrir canais de diálogo, militares de ambos os lados mantêm postura de prontidão em uma das regiões mais estratégicas para o comércio de petróleo.

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Crédito da imagem: REUTERS/Dado Ruvic

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